NA GERAL
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quinta-feira, 17 de maio de 2001
Cláudio Osti 
O técnico Wanderley Luxemburgo está inovando mais uma vez. Apesar da complicada vida particular dele, não dá para negar que ele é um bom treinador. Não só isso, mas um técnico que procura inovar em sua profissão. Ontem todos ficaram sabendo que Luxemburgo está usando o ponto eletrônico para se comunicar com alguns dos jogadores que estão em campo. O ponto eletrônico é um pequeno aparelho colocado no ouvido. Ele é muito usado pelos apresentadores de televisão para se comunicarem com os diretores de programa. Através do aparelho eles recebem mensagens que os orientam, principalmente nos programas ao vivo.
Confesso que fiquei surpreso com a idéia e não saberia avaliar se isso será bom ou ruim. Não é de hoje que a eletrônica está invadindo os gramados. Há um certo tempo os técnicos passaram a se comunicar, através de rádio, com auxiliares que ficam na arquibancada vendo a partida de um outro ângulo diferente do treinador que está no gramado. É comum também o uso do celular.
O problema é avaliar até que ponto o uso da eletrônica pode interferir no espetáculo. Com o ponto eletrônico o jogador não precisa mais correr próximo à risca lateral para receber as instruções do técnico. Também pode, com mais rapidez, transmitir para seus companheiros as novas orientações do treinador.
A polêmica foi armada. Pode ou não pode? Se o ponto eletrônico não puder ser usado, o celular vai poder? E o rádio?
Por via das dúvidas, a diretoria do Santos mandou a sua assessoria jurídica estudar o caso para ver se dá para reclamar os pontos contra o Corinthians. E o ponto eletrônico pode se transformar numa bóia salva-vidas. E dá-lhe tapetão.
Bom, na Fórmula 1 a eletrônica é usada e abusada e nem por isso alguns pilotos se beneficiam com isso. Com ou sem ponto eletrônico, os times melhores vão seguir conquistando títulos. O ponto é só um empurrão a mais.
- O leitor Guinoel Filho, através do site o Bonde, reclama dos comentários nesta coluna sobre o problema da arbitragem e o choro do Atlético. Segundo ele é absurdo o que foi dito sobre o Rubro-negro. Acho que o Guinoel não entendeu. Não foi uma crítica à instituição Atlético e sim aos seus dirigentes.
- Essa briga entre dirigentes do Atlético e os árbitros do Paraná mostra bem que tem algo errado. Por quê, por exemplo, em competições nacionais, os dirigentes não agem da mesma forma? Certamente porque na briga com os principais times do país o Rubro-negro não tem a mesma força.
- O ex-dirigente do Tubarão, Célio Guergoletto, hoje comentarista político numa rádio da Londrina, teria sido convidado para assumir uma diretoria executiva do Ministério do Apagão. O nome dele foi sugerido devido a vasta experiência do ex-cartola. Segundo as más línguas, no ano passado, já prevendo o problema de falta de energia elétrica no País, Guergoletto teria mandado apagar os refletores do Estádio Vitorino Gonçalves Dias no momento em que o Coritiba se preparava para bater um pênalti no Londrina. Agora, vendo a situação do país, aquele apagão ficou claro: foi para economizar.


