Diz o ditado que quem não chora não mama. Agora é de admirar o quanto choram os dirigentes do Atlético Paranaense, principalmente contra os árbitros. O rubro-negro é o melhor time do Paraná, tem a maior folha de pagamento e pelo menos dois jogadores que poderiam servir a Seleção. Os cartolas choram, mas sem razão. Quem tem boa memória e acompanhou os jogos do Atlético neste Estadual deve se lembrar em quantas oportunidades o rubro-negro foi beneficiado com pênaltis estranhíssimos na competição. Desses pênaltis seus dirigentes nunca reclamaram.
No sábado, o zagueiro Nem deixou a marca dos cravos de sua chuteira na coxa de um jogador do Malutrom. Foi expulso justamente. O que seus dirigentes fizeram? Em vez de punir o jogador que prejudicou sua equipe ao ser mandado para o chuveiro mais cedo por jogada violenta, num jogo decisivo, preferiram acusar o árbitro. O Atlético, em alguns momentos, age como se fosse o umbigo do Paraná. Tudo tem que girar em torno dele.
No começo do Paranaense, apoiou a idéia de se contratar árbitros de fora do Estado. A Federação trouxe Márcio Rezende de Freitas e o Oscar Roberto de Godói. A bola começou a rolar e algumas rodadas depois o rubro-negro vetou os dois em seus jogos. Também está na lista negra do time da Baixada Éber Roberto Lopes e Evandro Rogério Roman que podem apitar jogo do Flamengo no Maracanã mas não podem atuar em jogos do rubro-negro do Paraná. Seria porque eles apitaram mal ou porque, escolados que são, não admitiram pressão dos rubro-negros? É um tema espinhoso mas fica claro que tem caroço nesse angu.
A prova aconteceu no domingo. O presidente da Comissão de Arbitragem José Carlos Marcondes, disse que foi ameaçado por Walmor Zimmermann, diretor do Atlético, e até registrou queixa na polícia. Já o diretor alega que Marcondes o ofendeu. Não sei quem tem razão, ou quem acusou quem, mas o cheiro de podre está no ar.
O mais curioso é que o Atlético reclama quando se percebe que, salvo exceções, a arbitragem no Paraná melhorou muito, mas muito mesmo nos últimos anos. Melhorou tanto que boa parte dos árbitros paranaenses está apitando jogos pelo Brasil afora.
A história dos dirigentes do Atlético com árbitros vem de longa data. Só para refrescar a memória, quem não se lembra de um camarada chamado Ivens Mendes? Ele era o presidente da comissão de arbitragem da CBF e foi colocado na maior
saia-justa quando foi denunciado por corrupção, resultados fraudados etc. Lembram qual foi o dirigente de clube do Paraná que apareceu em todos os jornais por envolvimento com o Ives? Pois é, um ex-presidente do Atlético chamado Mário Celso Petráglia.
- De geninho para burrinho em menos de 15 segundos, deve ser um recorde.
- O Santos está na final. Não é piada. O Santos, de Laguna, México, vai disputar a final do campeonato mexicano com o Pachuca.
- Vai aí uma coxa assada e temperada à moda Tricolor?
- Ponte e Botafogo, Coritiba e Paraná, Santos e Corinthians. Realmente o jogo só termina quando acaba.

mockup