NA GERAL
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segunda-feira, 30 de abril de 2001
Cláudio Osti 
A tal caixinha de surpresas, que em São Paulo beneficiou o Botafogo de Ribeirão Preto que classificou-se para as semifinais do paulista, não teve similar no Paraná e a picanha ficou mesmo com os primos ricos do futebol paranaense. Não há como chorar. Atlético, Coritiba, Paraná e Malutrom fizeram as melhores campanhas e, por mérito, estão na semifinal.
A única coisa chata é lembrar que o banquete estava preparado desde o início da competição, com os talheres arrumados, já com os distintivos dos clubes nos guardanapos. Para os times do interior sobrou apenas a carne de pescoço.
E, por incrível que pareça, apesar da indigência do futebol paranaense, os clubes do interior, com exceção do Francisco Beltrão, ficaram satisfeitos. O Prudentópolis, Rio Branco e o União, sem maiores pretensões, a não ser continuar na primeira divisão, alcançaram seus objetivos. O Iraty demonstrou que em breve, continuando o trabalho que está sendo desenvolvido na cidade, pode crescer muito mais. A grande surpresa foi o Londrina. Quando o árbitro apitou o final da partida de domingo, contra o Paraná Clube, a torcida aplaudiu de pé, houve invasão de gramado para cumprimentar os jogadores e a comissão técnica.
Eu confesso que nunca tinha visto um time desclassificado receber tanto carinho da torcida. O motivo é que os torcedores, depois de um longo tempo, parece que estão vendo uma luz no fim do túnel e não é uma locomotiva em sentido contrário. A partida contra o Paraná, que já virou freguês do Londrina, começou com o tricolor na frente, dominando o jogo. Mais uma vez o técnico Freitas Nascimento operou seu costumeiro milagre de vestiário. Quem estava perto disse que as paredes tremiam quando o técnico fazia suas considerações.
Resultado: o time voltou voando em campo e virou o jogo numa partida das mais empolgantes no Estádio do Café. Aí está a razão da alegria da sofrida torcida do Tubarão. Ter um time que tem prazer em vestir a camisa do Londrina. Carne de pescoço sim, mas com sabor de filé mignon.
- Depois de ver a qualidade técnica da partida entre a Portuguesa Londrinense e o Nacional de Rolândia, no Estádio da Vila Santa Terezinha, em Londrina, o jogo entre o Tubarão e o Paraná Clube parecia decisão de Copa do Mundo.
- A final do Paranaense está com cheiro de Atletiba.
- Vi muitas imagens da partida entre a Apuel e o Flamengo. Mesmo conhecendo todas as versões é quase impossível dizer com certeza quem iniciou a confusão. Que o Flamengo é um time chato não há dúvida. Que o Oscar, até pelo que ele já provocou a torcida londrinense, merece as vaias que levou é óbvio. Agora, o que não dá para admitir é dirigente na quadra trocando tapas, na verdade mais apanhando que batendo. A última pessoa que tinha que estar brigando no Moringão é Marcelo Paulino, presidente da Fundação do Esporte. Por sorte a torcida não seguiu o exemplo de Paulino, senão seria o caos.
- Outro que deveria colocar a mão na consciência é o vereador e presidente do Automóvel Clube, Rubens Canizares (PHS). Numa das imagens mostradas pela Sportv lá estava ele berrando e fazendo ameaças aos jogadores flamenguistas quando estes eram levados pelos seguranças aos vestiários.


