NA GERAL
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quinta-feira, 26 de abril de 2001
Cláudio Osti 
Não posso entrar em pânico. A frase é do técnico Emerson Leão logo após o término de mais um jogo desastrado. Desta vez contra o Peru. É bom saber que pelo menos alguém não está em pânico com os fiascos da Seleção Brasileira. Deve ser só ele porque a torcida está em pânico.
Uma hora a culpa é dos medalhões. Agora, deve ser culpa dos medalhinhas. Quem não torce para o Corinthians diz que a culpa é dos corintianos que estavam no time. Já os corintianos dizem que aquele não era o time titular e eles preferem jogar com a camisa branca e calção preto. Então tá.
Quem gosta de música deve ter visto, pelo menos uma vez, ao vivo ou na televisão, uma apresentação de orquestra. Ao sinal do maestro, os músicos executam a melodia. Para que isso aconteça são necessários inúmeros e exaustivos ensaios. Até que todos se entendam e ninguém desafine o trabalho é árduo.
Esporte coletivo é muito parecido. Quantas vezes não vemos o jogador arremessar a bola no basquete e encontrar o seu companheiro na posição e momento exato para recebê-la e fazer a cesta. Isso é treinamento. É claro que esse trabalho é facilitado se você tem bons jogadores disponíveis.
No futebol é a mesma coisa. Todos os grandes times sabem que de nada adianta ter craques na equipe se ninguém se entende. Ou vão dizer que o Rivaldo que não foi convocado não joga nada! Ele arrasa no Barcelona. Faz até chover se for preciso. Na Seleção é mal aproveitado.
A renovação proposta pelo técnico Leão, que é questionável, nunca funcionará se o time não treinar, não conversar, não saber o que cada um tem que fazer em campo. O Peru, técnicamente muito inferior ao Brasil, mostrou que tem conjunto, esquema de jogo definido, por isso não se amedrontou mas apavorou Leão.
Apavorou tanto o técnico brasileiro que, vencendo por um a zero, tirou o meia ofensivo Ricardinho e colocou o volante Mineiro para segurar o resultado. Deu no que deu. Para Leão sobrou apenas a função, nada agradável, de rugir e pagar o mico.
- Até minutos antes de começar o jogo entre Brasil e Peru, os corintianos, de peito estufado, aporrinhavam quem passava perto dizendo que o Corinthians ia vencer o jogo. Ontem, nenhum deles queria comentar o assunto. Pudera, o Corinthians, perdeu o jogo, afinal, quem fez o gol do Brasil foi Romário, jogador que nunca pisou no parque São Jorge.
- Alguém viu o Marcelinho Carioca por aí? Nem os peruanos.
- Voltando para a terrinha, ou a Portuguesa Londrinense dá uma boa reforçada no time ou não será desta vez que subirá para a primeira divisão do Paraná.
- Enfim descobriram porque a capacidade de acomodar o público do Moringão diminuiu. O problema é o poposão. É isso mesmo. Segundo o engenheiro José Augusto de Queiróz, que foi o calculista na construção do Ginásio do Moringão, a bunda do londrinense cresceu, em média, perto de 10cm nos últimos anos. E o engenheiro nem faz parte do Bonde do Tigrão.
- Hoje tem Apuel contra o Flamengo no Moringão. E tem gente já preparando a garganta para saudar o jogador Oscar. Devido a seriedade desta coluna e o fato de muitas crianças a lerem, não poderemos reproduzir quais serão as frases de saudação.


