Um dirigente do Atlético Paranaense, pouco depois da derrota do Rubro-negro para o Coritiba, domingo, no Caldeirão da Baixada, disse em entrevista para emissoras de rádio e tv que o Alviverde foi beneficiado pela arbitragem. Disse também que não foi a primeira vez na competição. Como vi apenas os melhores momentos do Atletiba não posso opinar se o Coritiba foi ajudado ou não. Mas não deixa de ser um bate-boca curioso. A partida foi apitada pelo árbitro Oscar Roberto de Godói.
Quando digo curioso é porque o bate-boca é entre os grandes do Paraná. E quem provocou a discussão foi exatamente o Atlético, líder do Paranaense, que durante o primeiro turno foi agraciado com alguns pênaltis bem escandalosos em partidas contra equipes do interior. Erro do árbitro? Ação premeditada? Difícil saber e difícil julgar. Por outro lado, é certo que a arbitragem do Paraná melhorou muito e os famosos gaveteiros são cada vez mais raros.
O Londrina, por exemplo, que sempre sofreu com as arbitragens malandras, tem saído incólume na competição.
Agora, a denúncia do dirigente precisa ser apurada até pela lisura do Estadual. O pedido de esclarecimento deveria ser, inclusive, pedida pela Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol já que a insinuação atinge um dos seus membros mais conhecidos. Erro de arbitragem sempre vai acontecer até por causa da velocidade das jogadas e falibilidade das pessoas. O que não se admite é erro intencional para favorecer este ou aquele clube. Por isso a necessidade de se esclarecer a denúncia.
- Os dirigentes do Cianorte, que provocaram o ridículo cai-cai no Estádio da Vila Santa Terezinha, em Londrina, na partida contra a Portuguesa, deveriam parar de brincar de Cartolas. Não se vê esse tipo de atitude nem em peladas de fim-de-semana na várzea. O técnico do time e os jogadores que se sujeitaram ao vexame deveriam também sentir vergonha da atitude antiesportiva. No mesmo dia, o São Paulo teve dois jogadores expulsos contra a União Agrícola Barbarense, foi derrotado e nem por isso deixou o campo de jogo.
- O jogador Nem, do Londrina, guardou mais um. São 10 gols no Paranaense. Ele só não fez chover domingo contra o Rio Branco. Organizou as principais jogadas, deu passes açucarados para os companheiros e, a cada jogo, tem conquistado mais a simpatia da torcida do Tubarão. É, de longe, o melhor camisa 10 que passou pelo clube nos últimos anos. E o mais engraçado é que ele era reserva na equipe do Nacional de Rolândia, na segundona do ano passado. Será que o técnico Valdir Perez era cego?
- Não seria interessante já acertar um contrato com esse jogador para o segundo semestre quando o Londrina disputa a Série B do Brasileiro?
- Um dos gritos de guerra dos torcedores do Atlético Paranaense era: ‘‘Nem o diabo ganha aqui no Caldeirão’’. O diabo talvez não, mas o Coritiba aproveitou a chuva e fez um belo caldo.
- O Grêmio Maringá é candidatíssimo a subir para a Primeira Divisão do Paranaense. Ao contrário do ano passado, desta vez o Galo está fazendo o certo. Quer entrar pela porta da frente.
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