NA GERAL
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segunda-feira, 26 de março de 2001
Cláudio Osti 
Quem tem 40 anos ou mais ainda deve se lembrar daquela brincadeira que se falava à boca pequena no período de regime militar: onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional. Para que os mais novos possam entender melhor, naquele período havia apenas dois partidos políticos oficiais no Brasil. A Aliança Renovadora Nacional (Arena), era o partido do governo, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição. Desde àquela época o futebol era movido por interesses não muito nobres. O Campeonato Brasileiro era uma zoeira e o número de participantes, definido conforme a pressão política. Em 79 o brasileirão teve 79 clubes participantes. Funcionava mais ou menos assim: para conseguir os votos de determinada cidade ou região, os políticos da Arena exigiam e colocavam mais um clube no Nacional.
Hoje, vinte e poucos anos depois, nada mudou. Onde está a moralização apregoada. Cadê o Pelé na foto ao lado do presidente da CBF Ricardo Teixeira?
Na Copa do Brasil, o senador Alvaro Dias (PSDB) pediu a inclusão do Malutrom e do Paraná para Teixeira. Uma mistura estranha. Mais ainda, no entanto, quando a gente lembra que Dias é presidente de uma CPI que investiga as fraudes no futebol. Que Ricardo Teixeira é o principal acusado e além disso foi condenado por sonegação de impostos. É como se, depois de ter interrogado o bandido, o delegado ligasse para a casa dele pedindo um favor. Que isenção dá para esperar dessa CPI?
Mas, voltando ao Campeonato Brasileiro, com o perdão da palavra, dá para dizer que ele está uma zona. A cada telefonema de um parlamentar, o campeonato ganha mais um clube. Hoje, porém, ao contrário do período do regime militar, a bandalheira está mais democrática. Com o pluripartidarismo todos pedem. O deputado petista Jair Meneguelli, de São Paulo, conseguiu a inclusão do São Caetano, o tucano Aécio Neves, presidente da Câmara Federal, a vaga para o América Mineiro e por aí vai.
Hoje a primeira divisão já está com 28 clubes e ninguém sabe se a porta dos fundos vai ser fechada ou se ainda será aberta para a entrada dos convidados do arenão do futebol.
- Por mais que o técnico do Londrina mude a escalação da zaga ela mais parece um queijo suíço. Em dez jogos tomou 26 gols, 2,6 por partida. Já que a defesa não toma jeito uma opção seria colocar a rede ao contrário na próxima partida, para fechar o gol. Quem sabe assim!
- A Polícia Militar de Londrina já bateu em torcedores e em jogadores do Tubarão no Estádio do Café. Amanhã à noite o time joga contra o União Bandeirante, também no Café. Em quem será que a PM vai bater dessa vez? Na imprensa, no trio de arbitragem ou no caseiro do estádio?
- O técnico Itamar Belasalmas, do Paranavaí, esbravejava, no domingo, por ter tido que jogar no Estádio da Vila Santa Terezinha, em Londrina. Ele considera o local acanhado. Mas o nobre treinador esperava o quê? Maracanã para a segunda divisão do Paranaense?
- O Paranaense está dando mostras que os grandes não são tão grandes e os pequenos podem crescer. O Atlético suou bicas para vencer o Rio Branco por 1 a 0 num gol de pênalti. Por sinal, incrível como em praticamente todo jogo o rubro-negro consegue por a bola na marca da cal.
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