NA GERAL - VGD or not VGD, thats the question
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quinta-feira, 15 de agosto de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
É bom ou é ruim jogar no estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD? Toda vez que começa uma competição a crônica esportiva de Londrina produz horas e horas de discussão nas emissoras de rádio e muitas páginas de jornais sobre o assunto. Desta vez, curiosamente, poucos se ativeram ao tema. Mas, como sou chato assumido, e isso muitos concordam, vamos lá. Afinal é bom jogar no VGD porque a torcida faz pressão e intimida o adversário ou é ruim jogar no VGD porque a torcida faz pressão e intimida o time da casa?
Oh dilema cruel!
Os estádios modernos, não é o caso do VGD, são construídos exatamente para que a torcida participe das partidas ativamente. Ela é sim responsável por empurrar o time, pressionar o adversário. Fazer jogador suar a camisa. Valer o ingresso dolorido que se paga na entrada.
Na Arena da Baixada, em Curitiba, o torcedor se sente dentro do campo, pisando no gramado. Não há adversário que não fique incomodado neste estádio. Em muitos dos mais modernos estádios europeus, o torcedor fica a poucos metros do gramado e ajuda sim seu time a ganhar.
O VGD não é moderno, mas o conceito, digamos assim, é. A capacidade do estádio, sem usar o sistema pelotense, um no colo do outro, é de pouco mais de 12 mil pessoas. Público suficiente para fazer um barulho infernal. O alambrado na lateral do campo fica a cerca de cinco metros do gramado. Isso significa que se o torcedor mais calmo do VGD susurrar uma nobre palavra de incentivo ou de desagrado, o jogador ouvirá como um alto-falante em seu ouvido. Tem jogador que, ouvindo seu nome ou de sua mamãe mencionado com desenvoltura pela torcida, cresce no jogo, dá o sangue, entrega até a alma em busca da vitória.
Por outro lado há jogadores que, na mesma circunstância, sentem as pernas tremerem, transpiram um suor frio mesmo sem correr. Traduzindo em palavras da Vila Recreio: amarela mesmo.
Defendo que as partidas sejam no VGD. Mais do que vitórias, os torcedores cobram empenho, garra, vontade de vencer. As cores do Londrina são azul e branco. Jogador que quiser vestir amarelo, que fique em casa, peça as contas, vá jogar no vice-São Caetano ou no Brasiliense.
- É curioso como alguns times fazem um campeonato brilhante na Série A-1 do Paranaense e no momento de subir para a primeira divisão, perdem. A impressão é que não querem subir mesmo. A torcida deveria denunciar no Procon.
- Portuguesa e União Bandeirante no Estádio do Café. Partidas entre os dois times, fora de competições oficiais, não deveriam se chamar amistosas. O clima é de guerra declarada.


