NA GERAL - Um minuto é um tempo mágico
Um minuto. Apenas sessenta segundos. Num dia de 24 horas, um minuto é quase nada. Não dá tempo de contar uma boa história; e nem de convencer aquela moça bonita de que você foi feito exlusivo para ela. Segundo as mulheres, é pouco tempo para as preliminares e menos ainda para os finalmentes. Para muita gente, um minuto na vida não é nada. Para outros é tudo.
Um minuto é tempo mais do que suficiente para você dizer aquele sim no altar, diante da amada, e mudar sua vida para sempre. Num momento de tórrido romance, que pode ser traduzido por um caloroso rala e rola, é tempo suficiente para para você esfriar a cabeça, as duas, colocar a camisinha, e evitar o aumento da população mundial. Dá tempo de você de arrepender do número de cervejas que tomou e da ressaca que vem no momento seguinte. Um avião leva bem menos do que um minuto para cair e se estatelar no chão. Porém, para aquele avião que você cobiça cair na sua conversa, nem a eternidade parece ser suficiente.
Em um minuto, dá para o Rubinho Barrichelo perder aquela corrida que até então estava sendo uma barbada, jogando tudo no colo do alemão.
Por falar em esportes, quantos jogos já foram decididos em apenas um minuto. No basquete, com a velocidade dos atletas de hoje, um minuto é um tempo interminável. Na natação, a decisão fica nos centésimos de segundo.
No futebol, um jogo em que a regra prevê 90 minutos de jogo, mais alguns de acréscimo, um minuto poderia não ter importância. Mas como tem. Recentemente Romário, do Fluminense, jogando contra o Corinthians, foi ausente durante toda a partida. Somando todas as jogadas em que participou não daria um minuto cronometrado. Porém, uma bola na área, um a zero, jogo decidido. Tudo isso em menos de um minuto.
Na quarta-feira, num jogo morno, o São Paulo, contra o Fluminense, quase não levou perigo ao gol de Kléber. No último minuto dos acréscimos, Luiz Fabiano fez o que Romário, mais uma vez apático e ausente, havia feito contra o timão: um a zero, jogo definido.
O Londrina, neste Brasileiro da Série B, perdeu pontos importantíssimos no tal do minuto final. Contra o Brasiliense, no Estádio do Café, o Tubarão, que vencia por 2 a 0, tomou um gol aos 45 e outro aos 48 do segundo tempo.
Na história do time, ninguém ganhou mais do Londrina no último minuto do que o Coritiba. O Londrina atacava por 89 minutos. O Coritiba fazia um ataque, um minuto, um gol, e ganhava a partida.
O último minuto é mágico. Quantas coisas acontecem no último minuto. Quantas decisões são tomadas. Eu, por exemplo, sem um assunto mais interessante para hoje, deixei até o último minuto para decidir. Se você, leitor, chegou até aqui, e não gostou do que leu, tem um minuto para as críticas e descontração. Agora volta ao trabalho que tempo é dinheiro.
Cláudio Osti - [email protected]





