NA GERAL - Um leão por dia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de julho de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Não sei quem disse nem sei se alguém disse, mas o fato é que no futebol é preciso matar um leão por dia e não é o treinador do Santos. Num país em que vice é considerado o primeiro dos últimos, o que dizer do Atlético Paranaense? Campeão brasileiro com honras e méritos, carro de bombeiros, festa na Arena da Baixada, o zagueiro Nem achando que tinha que ir para a seleção bom, se o Roque Júnior foi, por que não? , jogadores sonhando com transferências milionárias, o rubro-negro conseguiu sair da Copa dos Campeões com o pior desempenho entre todos os participantes, e olhe que o futebol apresentado nessa competição está abaixo das riscas do gramado. Para quem não sabe, gramado dito aqui é aquele verde cheio de buracos dos campos do Nordeste brasileiro.
Hora de parar, pensar e planejar. Mas isso não apenas para o Atlético, mas para todos os times que têm alguma pretensão no segundo semestre. Vale para o Londrina, por exemplo, que terá que ter muito cuidado na Série B do Brasileiro. O risco de cair para a Terceira Divisão não é pequeno. Qualificar o time é extremamente importante até para motivar a torcida que há muito tempo não sabe o que é bom futebol nos gramados de Londrina.
Pelo menos até agora dos nomes apresentados nenhum causou aquele uuuuaaaaaauuuu..... Quando muito um simplório ah é é? Quase um então tá.
Time competitivo atrai torcida. Time só para competir atrai bocejos. Time para não cair atrai ira, provoca raiva, e afasta simpatizantes, patrocinadores.
- Caca e não Kaká foi o que o São Paulo apresentou na Copa dos Campeões. Desorganizado e sem criatividade, o Tricolor teve que arrumar as malas e voltar para casa. Não adianta nem reclamar que houve armação na vitória do Cruzeiro sobre o Vitória, por 1 a 0, que levou os dois para a próxima fase e tirou o São Paulo da disputa.
- Há quem diga que será erguido, em Rolândia, um altar em homenagem ao Arapongas. Não é para menos. O time da cidade dos pássaros conseguiu fazer um milagre: ressuscitar o Nacional de Rolândia. A equipe rolandense não ganhava havia 16 jogos. Foi a Arapongas e sapecou uma estrondosa goleada: 5 a 0. O milagreiro merece ou não um altar?
- Soco, secretário de Esportes de Rolândia, diz que foi só alimentar o elenco arroz, feijão e mistura para o time reagir. Ele avisa: a próxima vítima será o Telemaco Borba.
- Todas as noites, antes de dormir, o diretor de Futebol da Portuguesa Londrinense, Amarildo Vieira, faz orações para todos os santos lusitanos. É que ele aguarda uma proposta de um grupo português que tem interesse no time da Vila Santa Terezinha.


