NA GERAL - Tubagalo ou Galotuba?
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quinta-feira, 18 de julho de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Bandeiras tremulando, carros buzinando, torcedores vestidos de branco e preto seguem cantando e gritando tubarão, tubarão, em direção ao estádio Vitorino Gonçalves Dias, para ver mais uma partida do Londrina pela série B do Campeonato Brasileiro.
De novo. Bandeiras tremulando, carros buzinando, torcedores vestidos de azul e branco seguem cantando e gritando Grêmio, Grêmio, em direção ao Vitorino Gonçalves Dias, para ver mais uma partida do Grêmio pela Série B do Campeonato Brasileiro.
Não leitor, não se assuste, não é um delírio depois da quinta espremidinha e uma caixa de cerveja saboreadas no bar do Zé. É apenas uma pequena confusão mental do colunista proporcionada pela diretoria do Londrina que resolveu importar o Grêmio de Maringá para a disputa da Série B do Brasileiro. Veio o treinador Ivair Cenci e uma carriola cheia de jogadores. Só falta a torcida e os jogos serem disputados no estádio Willie Davids.
Em outras épocas, quando havia uma rivalidade latente entre as duas torcidas, isso certamente não aconteceria. Nem a diretoria se atreveria. Hoje os tempos são outros. A rivalidade arrefeceu, todo mundo é amiguinho e treinador que é treinador leva seu time para onde for. Só muda a camisa.
Mas o torcedor londrinense não deve ficar preocupado. O Grêmio, esse que ficou em segundo lugar no Campeonato Paranaense (da primeira divisão?), era um timaço. Fazia lembrar o São Paulo de Telê Santana, o Palmeiras de Luxemburgo, o Flamengo de Carpegiani. Nas partidas realizadas no estádio do Café, contra o próprio Londrina e a Portuguesa Londrinense, a equipe comandada por Cenci mostrou impressionante variação de jogadas, poder de ataque e uma defesa tão sólida como a muralha da China. Por isso é natural que o Londrina queira contratar o time inteiro do Galo para a disputa do Brasileiro. O próximo passo é contratar os gandulas do Willie Davids, para os jogadores se sentirem em casa.
- O São Caetano, que a TV costuma desprezar, está de novo numa final. E olhe que é da Taça Libertadores. Para corintianos morrerem de inveja.
- Depois da goleada sofrida para o poderoso Nacional de Rolândia, com que gás entra em campo amanhã o Arapongas contra o Batel, em Guarapuava? Já o Nacional promete surpreender o Telêmaco Borba.
- Alguém já viu juiz voltar cobrança de pênalti numa decisão de semifinal da Libertadores? Os gremistas viram e não gostaram. Um gol anulado de Claudiomiro contra o Olímpia, do Paraguai, e a repetição da cobrança de um pênalti defendido pelo goleiro gremista Eduardo Martini. É muita polêmica para ser discutida numa roda de chimarrão.


