NA GERAL - Tentar a gente tenta
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quinta-feira, 27 de junho de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Em todo jogo da seleção brasileira, eu sento em frente à TV pronto para duas coisas: primeiro para mudar de canal e ver a partida pela Sportv, já que a minha paciência para ouvir a narração do Galvão Bueno acabou há décadas; segundo para tentar me concentrar e dizer para mim mesmo que futebol é apenas um jogo inocente, que Copa do Mundo é apenas uma competição, que ela vai se repetir daqui a quatro anos, que não é preciso desespero, que o mundo não vai acabar se a seleção não for campeã. Mas e se o mundo acabar?
No primeiro caso eu mantenho firme minha decisão. No segundo, logo que a bola começa a rolar, vai tudo por água abaixo. Por mais que se acredite que o adversário não é páreo para o Brasil, sempre vem à memória que a Itália foi para casa, a Argentina (êêê...lêlê ôôôô...), a Inglaterra, a França. O Lúcio domina a bola e sai jogando... sobe aquele frio na espinha. O Edmilson domina a bola e sai jogando... o batimento cardíaco acelera.
A Alemanha é um grande time? Só na altura dos jogadores. O time é bem meia-boca. O problema é que eles chegaram, deixando para trás equipes muito melhor qualificadas.
Sem qualquer intimidade com a bola, a não ser que ela esteja dentro de um barril de chope, os alemães jogam o que se chama de futebol simples, quase simplório. Passam a bola para o mais perto, evitam a qualquer custo dar dribles por terem receio de uma contusão mais grave, um deslocamento de cintura e exploram incessantemente a mesma jogada. Não é à toa que eles fizeram oito gols de cabeça.
Os mais otimistas dizem que será de goleada. Mas, como o jogo só termina quando acaba, nada de oba-oba antes da hora. O jeito é seguir os conselhos do jornalista Walmor Macarini: vamos todos mentalizar que acontece.
- Retratação expontânea. Continuo achando o Roque Júnior um zagueiro bem chinfrim. Mas é o único que está mantendo a regularidade nesta defesa. Tem jogado como zagueiro tradicional, sem firulas ou rompantes de craque, dando alguma segurança para Marcos. Espero que não mude na partida final.
- Cafu e Roberto Carlos, que barbaridade esses dois estão jogando.
- Com a valorização que o jogador Kléberson está tendo nesta Copa, vai ter dinheiro para comprar toda a região metropolitana de Ibiporã, incluindo Londrina.
- Um advogado atentou para o seguinte detalhe: o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, assinou medida provisória obrigando os clubes a se transformarem em empresa ou serem geridos por uma. Só não estipulou um prazo máximo para que isso aconteça. Ou seja, se quiser o clube faz, se não, não faz.


