NA GERAL - Sobra Cenci, falta senso
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segunda-feira, 09 de setembro de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
- Está passando um filme do diretor Joaquim Manoel das Abóboras Silva e Carreira, vamos assistir?
De jeito nenhum. Esse diretor é ruim que dói, os atores são péssimos, a história é mal contada...
- Não podemos pensar assim... Eu sou fã desse diretor. Precisamos ir ao cinema para dar uma força para eles. Com o dinheiro dos ingressos, no ano que vem ele pode fazer um filme bom, contratar bons atores, uma história decente...
- Deixa eu ver se entendi. Você quer me levar ao cinema para assistir um filme horroroso para dar uma força ao diretor? Você tomou muito sol é? Tenho cara de casa de caridade?
A convesa aí em cima parece surreal? Parece, mas não é. Depois de mais um fiasco do Londrina na Série B do Campeonato Brasileiro empate em 1 a 1, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias um diretor do do Tubarão disse a uma emissora de rádio que o problema é que a torcida não ajuda, não vai ao campo. Só assim o time teria dinheiro para fazer contratações, melhorar a equipe, passar a ganhar.
É tão sem sentido como um consumidor bater na porta de uma empresa e dar dinheiro a ela para que melhore seu produto e ganhe novos mercados sem receber nada em troca.
Culpar o torcedor, colocar a responsabilidade em suas costas parece até piada de português. E olhe que na partida de domingo o público teve comportamento exemplar. Pagou ingresso, torceu, incentivou até o limite do tolerável. Aí não deu mais.
Os atacantes, e olhe que em alguns momentos três deles estavam em campo, não chutam para o gol nem com determinação presidencial. A defesa, por sua vez, protagonizou a lambança do mês no gol de empate. E, para piorar, a palavra criatividade não faz parte do vocabulário do setor de meio-campo.
Mas a culpa deve ser mesmo do torcedor. Claro que é. Um domingo frio, cinzento, com jeitão de chuva e o cara sai de casa e vai ao estádio? Queria o quê? Ver futebol?
No Londrina sobra Cenci, mas falta senso.
- O técnico Ivair Cenci, do Londrina, foi calorosamente lembrado pelos torcedores domingo.
- Neizinho, Ciro e Paraguaio. Dá uma saudade do Paulinho Canhão de Pinhal, Cláudio José, Garcia... Volta Gauchinho que você ainda tem muito o que contribuir com esse time.
- Para os corintianos. Como diria Enéas: ''Meu nome é Rodrigo Fabri''.
- Entra técnico e sai técnico e o Atlético Paranaense mantém o estilo rápido e preciso. É candidato a uma das vagas da próxima fase.
- Já andam dizendo que o que está acontecendo com o Tricolor do Morumbi é praga de corintiano. Parece que o São Paulo é moça bonita, todo mundo tira para dançar.


