NA GERAL - Sexo e futebol
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quinta-feira, 19 de setembro de 2002
Cláudio Osti - [email protected] 
Tem uma piada que diz que pior do que pela primeira vez você não dar a segunda é pela segunda vez você não dar a primeira. O Londrina está, por enquanto, no primeiro caso. Não há jeito de fazê-lo vencer duas vezes seguidas. Ganhou por acaso do XV de Piracicaba e, como sempre vem acontecendo, perdeu com propriedade e afirmação para o ex-último colocado da tabela, o Bragantino. Logo haverá romaria na porta do Estádio Vitorino Gonçalves Dias, sede do Londrina. Todos querendo buscar uma graça. Querendo conhecer o time que ressuscita os mortos.
O melhor dessa ''regularidade'' do Tubarão é que o torcedor já não tem sobressaltos. E o pior é que o torcedor já não tem sobressaltos. Traduzindo: não dá para confiar no time. Não há mais ilusão, só desilusão.
No começo da competição o técnico Ivair Cenci quis adotar a tática Felipão, dando ao time uma cara de Família Scolari. O problema é que Cenci não é Felipão e o LEC não é a Seleção. Resultado, o grupo mais parece a Grande Família. Como no seriado da TV, ninguém se entende. O clima não anda bem. Há jogadores reclamando que na ''Família Cenci'' tem filhos prediletos enquanto outros são rejeitados.
Ultimamente a culpa sempre recai sobre os zagueiros. Há uma certa razão nisso. A zaga bate-cabeça e é de uma infantilidade encontrada somente nas categorias dente-de-leite e fraldinha. Porém, como o esporte é coletivo, não dá para aceitar que quando ocorre uma vitória o discurso seja ''nós ganhamos'' e quando a derrota chega ''eles perderam''.
A família está desunida sim. Alguns atacantes (?) parecem ser do agrado do treinador mesmo não atacando nem prato de arroz e feijão quando a barriga ronca desesperadamente de fome. Se o ataque fizesse seu dever, as vitórias viriam. Não é isso que está acontecendo.
Não é preciso dizer que o time é fraco. Isso é evidente. Mas, mesmo sendo fraco, como são 99% das equipes que estão na Série B, o técnico tem o dever de até porque é pago para isso criar estratégias para se chegar às vitórias. Berrar ao lado da linha lateral do gramado em dia de jogo não é estratégia, mais parece desespero. Além disso, qualquer um que esteja com a garganta em dia pode fazê-lo.
- Hoje o Londrina enfrenta o Joinville. Ótima oportunidade para as viúvas matarem saudades do meia Nem e do técnico Freitas Nascimento.
- O São Paulo foi à Bahia e voltou com dois cocos. E olhe que o goleiro Rogério Ceni andou fechando o gol e o árbitro não quis dar um segundo pênalti claro contra o tricolor paulista.
- Palmeiras, Tabajara e Íbis: a briga do século.
- Como diz um jornal de São Paulo: a lanterna é verde!
- Um time que tem Arce, Marcos, Zinho, Nenê não pode apanhar tanto. Quem sabe uma novena; um banho de arruda; um trabalho bem feito numa encruzilhada. Sai encosto.


