Se houvesse justiça entre as quatro linhas de um campo de futebol, esse esporte seria de uma monotonia terrível. O futebol, em especial o brasileiro, é cheio de Davis que derrubam Golias sem a menor cerimônia. O São Paulo, com o que havia mostrado até agora, seria o campeão brasileiro com boa vantagem sobre seus adversários. O Corinthians talvez, ficasse em segundo lugar. Quem sabe o São Caetano.
Na rodada de domingo deu bem para perceber que justiça é uma palavra que parece não existir no dicionário dos davis do Santos. Veja por exemplo o Robinho. Quando a bola cai em seus pés ele provoca as mais terríveis injustiças contra seus adversários. O lateral Gustavo Nery ameaça processá-lo por tamanho desrespeito. A agilidade do atacante e seus dribles desconcertantes que, para usar a linguagem dos marketeiros, desconstruíram o São Paulo, deixou o defensor sãopaulino atordoado. Robinho, para o bem do Santos, fez de conta que do outro lado não estava o time com melhor campanha na competição. E fez bem. Robinho reinventa jogadas banais e as transforma em molecagens que balançam as redes dos adversários.
E o que dizer do menino Diego? Com apenas um drible de corpo não só deixou a coluna do zagueiro tricolor mais torta que a Torre de Piza como colocou a bola longe do alcance das mãos do pentacampeão Rogério Ceni.
É lógico que tudo poderia ter sido diferente. Poderia. O se é tão presente quando distante dos gramados. Se ele tivesse marcado, se o goleiro tivesse defendido. Mais uma vez, prevaleceu o velho ditado futebolístico: quem não faz toma. O atacante Reinaldo errou um gol feito. Kaká e Luiz Fabiano perderam boas chances.
Quinta-feira saberemos se esse São Paulo vai honrar a camisa do bicampeão interclubes ou se não passa mesmo de um bambi paraguaio, quer dizer, cavalo paraguaio.
- Como diria Robinho para o São Paulo: Tomou?
- Não era o Corinthians do Parreira em campo contra o Atlético Mineiro. Goleada para ele é de 1,5 a zero. Parreira é comedido, não gosta de extremos. Acho que os jogadores do time o desobedeceram. Só pode ser isso.
- Depois do que fez contra o galo mineiro, Deivid está sendo sondado para fazer chover no sertão nordestino.
- Romário é interminável. Quando nada mais se espera dele lá está o eterno artilheiro dando passes para destruir defesas adversárias. E ainda querem que ele treine. Treinar é para os Paraguaios da vida, os Nenhunzinhos que aparecem por aí.
- A imprensa esportiva de Londrina está feliz da vida com a volta dos treinos da Portuguesinha. Pudera, dá notícia. Em 10 dias de treinos o polêmico diretor de Futebol Amarildo Vieira já se envolveu em tanta polêmica que, pelo número expressivo, pode até entrar para o Guiness.

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