NA GERAL - Qual é a do Plasmann?
Não sei se Raul Plasmann é melhor como técnico ou dirigente esportivo. Tem conseguido bons resultados dentro de campo, classificou o Londrina para a segunda fase do Paranaense e avançou na Copa do Brasil. Atuando como técnico não é uma unanimidade. Sim, confesso que vaiei quando ele deixou o meia Nem no banco. É lógico que, como time venceu, não tenha dúvida que eu é que estava errado.
Curiosamente, porém, apesar dos resultados dentro das quatro linhas, o que mais chama a atenção no ex-goleiro, é o que ele fez fora delas, na organização do novo Londrina.
Agiu não como um goleiro, mas como aqueles zagueiros lá da Vila Recreio, nos anos 70: literalmente ele limpou a área. Quando é preciso, dá de bico sem nenhum constrangimento. Tromba até com a imprensa e a torcida quando acredita que é preciso. Não foi e não é uma tarefa fácil dar uma cara de seriedade ao sofrido Tubarão. Porém, Plasmann vem conseguindo. Ele acabou com uma série de situações que prejudicavam a organização administrativa do clube. Não foi por acaso que andou até recebendo ameaças por telefone.
É óbvio que esse trabalho tem o respaldo da nova diretoria, que tem como presidente Carlos Alberto Garcia, ídolo da torcida, e o advogado Marcelo Leal. A maioria dos diretores nunca havia se enfronhado no cipoal que são os bastidores do futebol. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque não tem os vícios que destruiram a maioria dos clubes brasileiros. Ruim porque muitas vezes são pegos de surpresa com as armadilhas que ocorrem nos bastidores.
Na somatória, o saldo é muito positivo. Apesar das críticas que vêm das arquibancadas, devido ao desempenho do time, não se houve reclamações à conduta dos dirigentes.
É importante que essa conduta seja mantida. E não é apenas pelo torcedor. É também por causa do investidor. Futebol é uma ótima maneira de tornar uma empresa conhecida, divulgar e consolidar uma marca. Empresas gastam rios de dinheiro para patrocinar este ou aquele clube. Recentemente duas gigantes, a LG e a Siemmens, chegaram a disputar na justiça o direito de mostrar sua marca na camisa do São Paulo. Porém, o empresariado já não aceita ver o nome de seus produtos em camisas que não demonstram seriedade, envolvidas em situações inconvenientes.
Sob esta ótica o Londrina precisa continuar trilhando pelo caminho da clareza, da seriedade. Os frutos não demorarão a chegar.
- E o Corinthians? Seria o Palmeiras de 2002?
- O que fizeram com o Paraná Clube? O que será daquela imensa torcida?
- Dinheiro foi gasto, agora o Coritiba precisa mostrar que não é um coitadinho na Libertadores. Tanta luta para conseguir a vaga não pode ser esquecida. É preciso reagir.





