NA GERAL - O céu não é o limite
Quem tem um pouco mais de idade lembra de um programa chamado ''O céu é o limite'', apresentado por J. Silvestre. O cara ia no programa e respondia perguntas sobre um determinado personagem. Quanto mais acertava mais ganhava dinheiro e prestígio. Até pelo dinheiro em jogo, apareciam feras que ganhavam pacotes de dinheiro.
Quando acertava a resposta ouvia o famoso:
- Absolutamente certo!!!!
No Londrina, R$ 3 mil é o limite. Não adianta sapatear. Treisão é o limite. Isso provoca uma inversão em relação ao programa do já falecido apresentador de TV. Enquanto no programa os crânios se digladiavam pelo vil e santo metal. No Londrina os ''crânios'' da bola nem se inscrevem para participar do programa. A recomapensa, para quem tem o dom, não compensa. Fica o miserê financeiro e futebolístico.
Resta ao time apostar no imponderável. Traz um daqui, outro dali, todos com um currículo escolar dos gramados inexpressivos. Ninguém tem dúvida que os dirigentes do clube estão se esforçando para qualificar a equipe. Também ninguém tem dúvida que é difícil trazer doutores no esporte pagando treisão.
O futuro do Londrina na Série B do Campeonato Brasileiro é incerto, mas sobram nuvens negras no céu. Um técnico se foi, outro chegou e o time continua patinando sem vitórias. Fez dois gols em seis jogos. É risível.
O lado menos ruim é que a defesa parou de tomar gols, o que garantiu dois empates nas duas últimas partidas. O problema é que de grão em grão, a galinha enche o papo, mas o torcedor alviceleste comum continua com fome.
Amanhã o time entra em campo contra o Vila Nova, do técnico Evair, em Goiás. Mais uma parada indigesta. No entanto, está na hora de dar o primeiro passo para sair da mais indigesta ainda posição de candidatíssimo à Terceira Divisão.
Para que o time melhore o Londrina não precisa estipular que o céu seja o limite para oferecer salários para jogadores de qualidade. Porém, não dá para imaginar um time de razoável qualidade com um teto que mais parece um rodapé de casa de anão.
- Nem o São Paulo esperava tanto mamão papaia com açúcar na partida contra o Deportivo Táchira, nas quartas-de-final da Libertadores. Há tempos não via um adversário tão desmotivado, sem vontade. Melhor para o Tricolor que, no jogo-treino, passeou em campo.
- E chegou o Tite. Segundo o velocista e jornalista Lúcio Flávio Moura, filósofo com assento cativo no bar do Marquinhos, ''o cara que tem apeTite'' de vitórias. Sim, sim, concordo que foi infame, mas foi o que ele conseguiu arranjar para tentar renovar sua esperança no alvinegro.
- Dizem que Maradona virá se tratar no Brasil. Teriam oferecido a ele um lugar de assistente técnico do Tite. De droga o cara entende e poderia ser muito útil ao parceiro.
Cláudio Osti - [email protected]





