No Paraná podia ser diferente, mas não foi. Mais rotina do que Coritiba e Atlético na final do Paranaense impossível. O Londrina, a última esperança do interior nesta temporada para mudar um pouco essa chatice, refugou mais uma vez. Tudo tão previsível como o CD do Roberto Carlos no final do ano.
O time londrinense foi muito mais longe do que podia com a ''exuberante'' qualidade técnica disponível no elenco. A diretoria também fez o que pôde e até mais do que isso. Mas, por mais que o torcedor sonhe, e ele precisa de sonho para manter-se fiel ao seu clube, fica claro que há muito o que fazer, mas muito mesmo.
Os dois finalistas, Atlético e Coritiba, estão longe de ser grandes times, como já havia dito nesta coluna. Porém, são muito melhores estruturados dentro e fora de campo. Não passam a pão e água como acontece com o Londrina e a maioria dos times do interior do Paraná.
O Atlético que, há alguns anos já vem investindo pesado nas categorias de base, tem dinheiro em caixa e mais uma outra quantidade bem razoável nos pés de Dagoberto, Fernandinho e alguns outros que começam a despontar.
O Coritiba não possui o mesmo trabalho de base, mas sempre encontra alguma força monetária junto aos empresários curitibanos.
Já o Londrina tenta a todo custo entrar numa nova fase de sua tumultuada vida. Fase de arrumar a casa, de contar moedas, de pagar as contas, de expulsar alguns fantasmas que insistem em assombrar os atuais ocupantes do Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), casa do Tubarão.
Agora o jeito é retomar o planejamento para a Série B do Brasileiro. Para sonhar com alguma coisa é preciso reforços. É importante que os que forem contratados sejam de qualidade. Está mais do que na hora do time parar de pensar em apenas sobreviver.
Afinal, o torcedor do Tubarão precisa ter mais alegria do que o CD do Roberto Carlos no final do ano.
- O que o São Caetano fez com o Santos no sábado, não se faz nem com inimigos. Atropelar vá lá, mas voltar o caminhão e passar várias vezes em cima do moribundo é desumano.
- É interessante como o futebol transforma as pessoas. Os que são calmos entram em campo e viram bichos. Os que são bichos, viram feras. Mas tem o outro lado. O futebol também tem o poder de unir as pessoas. Principalmente pessoas de outros times que já deixaram a competição contra o que ainda permanece. Ontem a torcida do Paulista de Jundiaí cresceu milhares de vezes. Aqui na Redação da Folha a cada gol do Paulista contra o Palmeiras, a galera vibrava como final de Copa do Mundo. Eu não. Como sou fiel ao meu time, só tenho mais uma coisa a dizer: ''GGRRAAAAAANDE PAULISTA!!!!!!!''

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