O Londrina Esporte Clube está se transfomando no famoso amante caseiro. Quando joga em seus domínios é arrasador. Parte para cima do adversário, goleia, deixa a patroa feliz com o desempenho. Quando passa do portão de casa não consegue mostrar o mesmo futebol. Neste Brasileiro da Série B tem sido uma constante. O Tubarão não deu umazinha fora de casa. Tudo bem ser fiel, mas pera lá, nem um beijinho na boca? Nenhum amasso mais apaixonado?
Antigamente os frequentadores do Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) diziam que o Londrina não conseguia fazer gols em um dos lados do campo porque havia a cabeça de um burro enterrada perto das traves por algum desafeto. Pura besteira, é óbvio? Ou não?
Não estaria algum membro do time, de forma desavisada, levando a tal cabeça de burro para os estádios onde a equipe está indo jogar? Ora, neste momento de angústia é importante excluir todas as possibilidades.
Trazer uma vitória do estádio do adversário seria muita areia para os jogadores alvicelestes? A brochada na casa do adversário seria falta de viagra? Se é, vamos de similar nacional: catuaba neles. Como vocês podem ver, são muitas questões a serem respondidas.
Os jogadores, que vivem do e para os holofotes, precisam entender que a propaganda é a alma do negócio. Portanto é necessário que eles, mesmo com o sacrifício extremo da fidelidade corrompida, consigam faturar alguém fora de casa. Depois da primeira, a auto-estima melhora e tudo ficará mais fácil.
- O Cruzeiro e o Grêmio são os dois times mais regulares do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro raramente perde, seja no Mineirão ou em qualquer outro estádio, e é líder sem contestação. O Grêmio, no outro extremo, também mantém uma regularidade impressionante, perde em casa com a mesma facilidade com que é derrotado fora. Segura a lanterna com a firmeza e empenho características dos gaúchos.
- O Corinthians entrou no Brasileiro como candidato ao título. Agora, depois de passada mais da metade da competição, vai ganhar, no máximo, o título de Miss Simpatia.
- Como diria o Salsicha, amigo do Scoobydoo: Liedsón, cadê você!
- Nunca achei que corrida de carro fosse esporte. Cada vez acredito mais nisso. No domingo outra palhaçada, para usar um termo menos agressivo ao leitor. No esporte de competição é inadmissível que um atleta ou time perca o jogo ou a disputa propositadamente para favorecer este ou aquele companheiro. Depois do mico proporcionado por Rubens Barrichelo e Michael Schumacher, no GP da Áustria, quando o primeiro deixou o segundo vencer uma corrida nos últimos metros, a embromação parece ter virado moda. Domingo, Antônio Jorge Neto, depois de dominar a prova inteira, deixou seu companheiro e dono da equipe Medley ultrapassá-lo descaradamente pouco antes da bandeirada. E se eu tivesse apostado uma cerveja no Jorge Neto? Quem ia pagar a minha cerveja? Tem Procon pra isso?

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