Polícia mal preparada, jogadores mal preparados e, principalmente, um técnico mal preparado. É o que dá para concluir do absurdo confronto entre jogadores do Santos com a PM, na partida contra o Paysandu, em Belém, no Pará. Sobraram erros de avaliação e de comportamento.
A confusão começou quando o árbitro da partida confirmou o segundo gol do Paysandu, marcado aos 41 minutos do segundo tempo por Vandick. O gol foi legal, como foi mostrado exaustivamente pela televisão. Inconformados, os jogadores, que achavam que havia impedimento no lance, partiram para cima do bandeira. O técnico Leão, o explosivo comandante da equipe santista, contribuiu em muito para a confusão. Não é a primeira vez. Leão reclama de tudo e de todos, nem sempre com razão. Pior de tudo é que ele, pelo seu temperamento, acaba incentivando os atletas sob seu comando a agirem de forma equivocada.
O mais interessante é que o Santos tem um bom time e futebol suficiente para conseguir a classificação, sem apelar. Mas atitudes intempestivas fazem o time perder o controle.
O resultado do confronto, todos sabem, um policial bateu com um cassetete na cabeça do jogador Preto e Leão recebeu um jato de spray no rosto, jogado pela afável Polícia Militar do Pará.
A prática da invasão de campo, da pressão à arbitragem, deveria ser punida com rigor. Não só na partida de quarta-feira, mas em todas. Seja no VGD em Londrina, no Maracanã ou no Estádio Olímpico de Belém, o Mangueirão.
Os policiais escalados para esse tipo de evento também deveriam passar por treinamentos específicos. Não se pode admitir a cena grotesca que ocorreu. O golpe de cassetete poderia ter até matado o jogador. Por sorte ele só levou alguns pontos na cabeça.
Está na hora de o futebol parar de ser tratado como uma questão de vida ou morte. Futebol é apenas um esporte, ou pelo menos deveria ser.
- Deixa eu ver se entendi a matemática. O Londrina vai a Recife, joga contra o Náutico, erra trocentos gols, e a culpa pelo empate em 2 a 2 é do árbitro! Também acho. A culpa é do árbitro, da bola que é redonda, do gramado (muito verde), das linhas de cal que cercam o campo, da torcida que apóia o adversário...
- Grito de guerra cantado no Bar Brasil, em Londrina, durante o jogo entre Corinthians e Palmeiras, que estava sendo transmitido num telão: ''êêêêê, o Verdão vai jogar no VGD''. Para quem não sabe, o VGD é o estádio do Londrina que disputa a segunda divisão.
- Todo dia aparece um nome novo na praça cogitado para assumir a presidência da Fundação de Esportes de Londrina. Nome lançado, nome devidamente fritado. Para quem tem colesterol alto é um problema.

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