NA GERAL - Favoritos do Paranaense
Londrina, Atlético Paranaense, Cianorte e Coritiba. Dois da capital, dois do interior. Ninguém tenha dúvida que os times de Curitiba são, teoricamente, favoritos para estarem na final. Todo curitibano pensa assim. O bom é que no futebol favoritismo nunca é uma fatura já quitada.
É só ver o que aconteceu no final de semana. O todo poderoso São Paulo, invicto no Paulistão, tendo no gol Rogério Ceni, um goleiro que frequenta a seleção, e lá na frente Luís Fabiano, o principal atacante do País, não conseguiu passar pelo São Caetano e está fora das finais da competição.
A palavra favoritismo é importante nos dias que antecedem os jogos decisivos quando os técnicos querem transferir a responsabilidade para o adversário. Fora isso, é besteira. A história do futebol brasileiro é cheia de exemplos de favoritos que ficam pelo caminho. O São Paulo é apenas um dos exemplos.
O Coritiba jogou contra o Londrina e não saiu de um empate no Estádio do Café. Jogo difícil. O time da casa poderia ter vencido sem que isso significasse um resultado inconcebível.
Domingo o Londrina enfrentará o Atlético Paranaense, que este ano ainda não passou por um grande teste. Uma derrota em Londrina poderá complicar a vida do favorito rubro-negro em Curitiba.
Favoritismo termina quando a bola começa a rolar no gramado.
- Torcedor do Atlético Paranaense que anda de buzão dificilmente poderá entrar na Arena da Baixada em dia de jogo. A R$ 30 o ingresso mais barato é para expulsar todos os pobres das arquibancadas. O problema é que pobre é um problema. O cara vai lá no estádio, grita, se esgoela para torcer, irrita o ouvido dos jogadores e dos outros torcedores endinheirados, reclama da diretoria quando o time não está bem, fica com cara de sofrimento quando o time perde Já viu né! pobre com cara de sofimento é uma imagem muito chocante para ser vista pelos bem nascidos. O pior de tudo é que o pobre não frequenta camarote nem toma uísque 18 anos. Aí não dá. Aí não dá...
- O leitor e amigo Ruy Lima manda e-mail, sem nenhuma intenção aparente de tripudiar sobre a carcaça sãopaulina, questionando se a derrota do São Paulo para o São Caetano não seria a confirmação da pecha de cavalo paraguaio que o tricolor carrega há alguns anos. Há possibilidade, nobre amigo, mas sem tripudiar.
- Nos últimos finais de semana o São Paulo fez a alegria dos corintianos duas vezes. Primeiro livrou o time do Parque São Jorge do rebaixamento para a Segunda Divisão do Paulista; agora tomou dois cocos do São Caetano e deixou a competição. A nação alvinegra, sem nenhum remorso, está em festa.
- O supervisor Lico, do Londrina, já está com uma listinha de nomes nas mãos para o Brasileiro da Série B. Entre os reforços estão o do meia Barbieri e o goleiro Adir, ambos do Cianorte.
- O presidente do Londrina Carlos Alberto Garcia já decretou: se o técnico Raul Plasmann ganhar o Paranaense ficará no cargo para o Brasileiro, nem que seja a fórceps.





