Seis jogos nenhum gol. Este é o placar do ataque de riso do Londrina na Série B do Brasileiro. Em time de pelada, atacante que não faz gol em seis jogos vai para o barranco e se quiser reclamar que vá ao Papa. Mas em time profissional, as coisas têm que ser feitas de forma profissional. Nada de amadorismo. Não se pode chegar e ir dando bronca nos meninos. Eles são sensíveis. Podem sofrer um bloqueio e o problema só agravar. É preciso contratar um psicólogo, um pai-de-santo, quem sabe até um santo e um treinador de atacantes. Um bom nome é Dadá peito-de-aço, que mesmo sem ter a habilidade dos craques, foi um dos maiores goleadores da história do futebol brasileiro. Outra opção seria buscar alguns vídeos com os jogos do Romário para que os atacantes do LEC pudessem aprender posicionamento em campo, como bater na bola, o que fazer com os zagueiros e outras dicas úteis escapadelas na noite não poderão estar incluidas no manual de instrução.
Dizem que os grandes gênios são pessoas que conseguem enxergar o óbvio. Pelé, por exemplo. O maior jogador de todos os tempos percebeu o óbvio do futebol: a bola tem que ser endereçada para a rede dos adversários. Fez isso como poucos. Mais de 1.200 gols e, por isso, tornou-se rei.
Recapitulando. É preciso explicar aos atacantes do Londrina que eles precisam fazer com que a bola entre no gol adversário. Para tanto é necessário que chutem naquela direção. Pode ser com os pés, de cabeça, com o peito, costas, coxa, de bunda, menos com as mãos. Sem chutar, a bola fica estática, parada.
Sozinha, até por ser inanimada, ela não vai a lugar algum. A força do pensamento também não resolve. Só ter vontade não adianta.
- O leitor Zé Carlos diz que o Ciro não jogou na partida do Londrina contra o São Raimundo e que o passe para o gol de Germano foi de Paraguaio, e não de Neizinho, como me referi na última coluna. Ele tem toda a razão e isso prova mais uma vez que não consegui ver o jogo: os vendedores ambulantes não deixaram.
- Aquele uniforme com detalhes em amarelo, do Coritiba, deveria ser doado ao Palmeiras. O time alviverde está amarelo de tanto apanhar. O Verdão contratou Murtosa, o gaúcho de bigode, achando que todo gaúcho de bigode era bom treinador. Errou de bagual.
- O treinador do Londrina, Ivair Cenci, disse que não dormiu depois do empate, aos 40 minutos do segundo tempo, na partida contra o Remo, quando o time londrinense já comemorava a vitória. Se a diretoria não qualificar a equipe, é certo que serão muitas noites de insônia pela frente.

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