NA GERAL - Batata quente nas mãos do prefeito
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quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Cláudio Osti 
Você já imaginou se todas as pessoas que abrissem uma empresa, na primeira dificuldade a fechasse e entregasse a chave para o prefeito da cidade, para que ele se virasse para pagar as dívidas?
Foi mais ou menos isso que os dirigentes do Grêmio Maringá fizeram. Foram ao gabinete do prefeito José Cláudio e jogaram a batata quente nas mãos dele, como se o homem tivesse a obrigação de tocar o futebol na cidade. A situação foi grotesca. Ainda mais porque o Grêmio foi campeão da Segundona, garantiu a vaga para a primeira divisão e costuma levar milhares de pessoas ao estádio.
Prefeito precisa estar atento à educação, à saúde, infra-estrutura da cidade. O problema é que muitos dirigentes de futebol, acostumados às benesses do poder, ainda vêem a prefeitura como um caixa onde é só chegar e sacar o dinheiro necessário para pagar as contas do clube. Além de ilegal, é imoral. Que escolha o prefeito deveria fazer: pagar salário de jogador ou melhorar o sistema de saúde do município? Estruturar as escolas ou dar bicho para jogador?
Vamos supor que o Grêmio tivesse revelado algum jogador e o vendido por alguns milhões. Os dirigentes iriam dar uma parte do lucro para a prefeitura?
Socializar o prejuízo é cômodo e fácil. Dividir o lucro ninguém quer.
- Os clubes do Paraná entraram a mil por hora no Brasileirão. Vamos esperar que eles tenham combustível suficiente para ir bem mais longe. Só não dá para comprar combustível em Londrina que está caro pra chuchu.
- O presidente da Fundação de Esportes de Londrina, Marcelo Paulino, que apareceu em toda a mídia nacional engalfinhando-se com um jogador de basquete do Flamengo, está fazendo escola. Em Ibiporã dirigentes agrediram a arbitragem na partida de futsal entre o Aguativa e Cascavel; na noite de quarta-feira, o técnico Levino Vaz (Cafu), do Colônia, de Toledo, entrou em quadra e deu um pontapé num jogador Carrapicho, da Amafusa, que avançava para o ataque. Esse pessoal ou está precisando de aulas de ioga para se acalmar ou então algo mais drástico tipo processo por lesões corporais.
- Os jogadores do Santos estão precisando de aulas de natação. Antes, morriam na praia. Agora, nem à praia estão chegando.
- Quer situação mais irritante do que o jogador ir driblando, entrar na área adversária e, com chances de bater para o gol, se jogar no chão para cavar um pênalti? Euller, na partida de ontem contra o fraquissimo Panamá fez isso, mais uma vez. Se fosse criança deveria ganhar umas palmadas. Como é adulto, o técnico deveria colocá-lo na geladeira. A não ser que esteja enganado, a Seleção precisa de jogadores e não de atores.
- Se jogando em São Paulo, naquela terra agitada, o meia Alex era chamado de dorminhoco, imagine agora atuando em Minas Gerais, lugar onde se exercita a paciência, a tranquilidade ...
- A Fifa proíbe, mas volta e meia o Corinthians entra em campo com 14 jogadores.
- Uma palavra resume bem o desempenho da arbitragem na partida entre o Corinthians e Botafogo: MIAU.
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