NA GERAL - Audição seletiva
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de agosto de 2001
Cláudio Osti 
Todo técnico de futebol deveria ter alguns poderes, assim como um super-herói. Um dos poderes recomendados aos técnicos seria a audição seletiva. Desta forma ele poderia bloquear palavras como burro termo muito usado pela torcida quando o técnico Celso Roth, por exemplo, dirige o Palmeiras. Essa terminologia só se emprega ao técnico quando ele perde a partida. Quando vence aí ele é chamado de gênio.
Em Londrina, o técnico do Tubarão, Freitas Nascimento, poderia usar a audição seletiva para evitar ouvir as insanidades de setores da mídia. Todo mundo sabe que time para jogar bem tem que treinar muito, ganhar entrosamento. Até uma equipe tecnicamente mediana, consegue, com muito treino, fazer sucesso. Por isso, toda temporada a imprensa cobra que o time mantenha a base da competição anterior.
A mesma imprensa que cobra acidamente a manutenção da base do time, quando isso ocorre, passa a falar exatamente o contrário. Que o time precisa de 5, 10, 20 reforços. Se o time é reunido uma semana antes da competição, falta tempo para treinar. Se, ao contrário, chega com dois meses de antecedência, os atletas ficam desmotivados pela demora de iniciar o campeonato.
Um ano, a briga é para a contratação de reforços regionais como se isso fosse uma verdade absoluta. Em outro, os jogadores têm que vir de fora porque os daqui já são manjados e nunca resolvem. Se o técnico joga no 4-4-2 a crítica é porque a tática é ultrapassada. Se entra em campo com o esquema 3-5-2, a bronca é porque isso é coisa de europeu. Quem sabe o correto não seria o eterno 1-10? Um no gol e 10 na linha? Si hay gobierno, soy contra.
- Quarta-feira, finalmente, o Campeonato Brasileiro da primeira divisão deu a largada. Com exceção do Bahia que trucidou o São Caetano na Fonte Nova, o que se viu na primeira rodada foi o equilíbrio entre as equipes, sem grandes surpresas.
- Não sou louco de fazer previsões, até porque todas as previsões sobre futebol, invariavelmente dão errado. Cada vez que alguém fala, em início de campeonato, que este ou aquele time deve chegar à final, entra em campo a caixinha de surpresas. E essa caixinha dá cada drible desconcertante que é de dar nó na espinha.
- Para quem gosta de boxe, amanhã a pedida é ir ao ginásio de esportes Moringão, em Londrina. O peso pesado Aldo Moreira enfrenta o argentino Nicolas Mendes. Vão acontecer 4 lutas preliminares. A primeira luta está prevista para começar às 20 horas.
- Os jogadores do Corinthians condicionaram a volta de Marcelinho Carioca ao time a um pedido público de desculpas. Será que assim ele vai para o céu?
- Parabéns ao Paraná Clube que enjaulou o animal e deu um chega para lá em Rincón. Apenas ter estrelas em campo não significa bom futebol.
- Se mais times desistirem da Copa Paraná, daqui a pouco não dará nem para fazer um quadrangular para definir o quarto representante paranaense na Sul-Minas.
- Enquanto isso, naquela delegacia em Curitiba, lá estava ele, Onaireves Moura, sentado em uma cadeira, expressão humilde, dando mais um depoimento à polícia.
Sugestões para a coluna: [email protected]


