Estamos na última semana de preparação dos clubes para o Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, poucos clubes estão realmente preparados para a competição. Os times de Curitiba fizeram contratações modestas, de acordo com seu caixa. O Malutrom ainda reluta em participar da Série B, o que provoca apreensão em sua gloriosa torcida. A equipe não sabe se terá lucro. Para quem não se lembra, o Malutrom é um clube-empresa. Nenhuma empresa trabalha sem visar lucro.
O Londrina, por sua vez, emprestou o Grêmio para disputar a Série B. Ontem chegaram os últimos, digamos, reforços. Como no futebol tudo é relativo, inclusive esta frase, o Tubarão pode reeditar seus melhores momentos e surpreender. Não tenha dúvida, caso isso aconteça vai surpreender mesmo, até o próprio.
Ao contrário do que possa parecer, a Série B do Brasileiro é uma grande pedreira. Até pela falta geral de dinheiro, os times são bem nivelados, com um ou outro jogador de destaque. Agora, os poucos que investem para subir para a divisão de elite, geralmente chegam lá. É muito raro um time chegar à final por acaso. O ano passado o exemplo foi o Figueirense. Os dirigentes trabalharam com algum fôlego financeiro e subiram o time.
Entrar numa disputa para não cair é um erro. Quem se contenta com arroz e feijão, sem sonhar com o filé mignon, pode ficar sem um e sem o outro.
Na semana que passou tivemos dois exemplos claros. O São Caetano fez uma ótima campanha na Taça Libertadores mas entrou na final saciado. Sem voracidade, sem apetite para o banquete. O resultado todos sabem.
Já no domingo deu-se o contrário. O Paysandu enfrentou o Cruzeiro. Entrou em campo para vencer, sem se importar com o estrelado adversário. Entrou em campo sentindo o sabor do filé mignon. O Papão da Curuzu deu o exemplo.
- Apesar da falta de público no estádio Mangueirão, o jogo final da Copa dos Campeões entre Paysandu e Cruzeiro foi um dos mais empolgantes deste ano. Não é todo dia que numa decisão você vê sete gols.
- Pode ser fruto da imaginação de mentes delirantes, mas que o jogo do Brasil contra o Paraguai, em Fortaleza, tem um cheiro característico de campanha política pró-Ciro Gomes, ah isso tem.
- Mário Sérgio Pontes de Paiva, o novo técnico do São Caetano pode ser acusado de tudo, menos de agregador. Mudar tudo bem, mas radicalizar deste jeito?
- Apesar dos títulos (?) de vice, é inegável que Jair ''Vicerni'' fez um bom trabalho no Azulão. O homem não ficou desempregado nem 48 horas. Já acertou com o Guarani, que pensa em contratar um outro treinador freelancer para os jogos decisivos.

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