Quando o atacante Anderson Lobão, do Londrina, entrou tabelando na área do Palmeiras era tanta a vontade de fazer o gol que o torcedor alviceleste deve ter pensado: o Lobão vai traçar a Chapeuzinho Vermelho.
Foi mais um quase na vida do Tubarão. Não sei se naquele momento crucial de excitação intensa, ao invés da Chapeuzinho, ele viu a imagem da vovózinha em trajes íntimos e lembrou que para enfrentá-la só com viagra ou talvez tenha pensado ter visto o caçador esperando para acertá-lo. O fato é que o Lobão, como nas histórias da carochinha, se deu mal. Ele jogou nas mãos do goleiro Marcos a melhor chance do Londrina sair do Parque Antártica com um empate.
O fato é que o Londrina não merecia ganhar. Atacou pouco e finalizou menos ainda. O Palmeiras, mesmo tendo um time precário, demonstrou mais vontade de ganhar. Nem mesmo o fato de jogar com um atleta a mais a maior parte do jogo fez do Tubarão uma equipe mais agressiva.
O problema, na verdade, é que esses pontinhos perdidos aqui e ali, acabam fazendo falta no momento da classificação. Só para lembrar, o LEC ainda não venceu qualquer partida fora de casa, o que o obriga a ganhar todas em seus domínios, e nem sempre isso é possível.
Sábado, por exemplo, o Tubarão enfrenta o Botafogo, líder da competição, no singelo horário das 21h40 (um coro em homenagem aos simpáticos dirigentes do futebol brasileiro que definiram o horário da partida), no Estádio do Café.
O Botafogo, como os demais participantes da Série B, não tem um grande time. Porém não está para brincadeira e quer voltar à Série A.
O diferencial no sábado, apesar do horário ridículo, pode ser a torcida. Está na hora da galera tirar as pantufas, colocar a camisa alviceleste e lotar o estádio.
- Como diria o repórter esportivo, o Fumaça só foi fumaça na partida entre Londrina e Palmeiras.
- Aqui na Redação, pedem: não fale mal do Flamengo. Não há qualquer possibilidade de falar mal do Mengão por um motivo muito simples: precisa?
- Meu filho Leandro resolveu bem seu problema com o Flamengo. Depois de infinitas tamancadas e alvo de gozações familiares, desistiu de vez e passou a torcer para o Real Madrid. Aí é mole.
- Deivid, Kléberson, Fábio Luciano, Amaral, Alessandro, Reinaldo, Liedson. Está aberto a temporada de compras no saldão de balanço do Brasil. Qualquer três reaus estão levando jogador embora.
- Rubens Barrichelo já foi muito criticado nesta coluna. Mas hoje vamos homenageá-lo. O cara parecia gente grande na corrida de domingo, em Silverstone. É só o que a torcida brasileira quer. Que Rubinho seja o Cavaleiro sempre, e não apenas o escudeiro fiel e apagado de Schumacher.

Cláudio Osti - [email protected]

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