Na busca por entrosamento, Corinthians terá força máxima
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Vítor Marques<br> Agência Estado 
São Paulo - Há uma boa razão para Mano Menezes não poupar quase ninguém no clássico contra o Santos, amanhã, na Vila Belmiro, pela 11. rodada do Campeonato Paulista: o entrosamento da equipe. Com o rodízio implantado desde o início da temporada para evitar lesões e melhorar a forma física dos jogadores, o técnico não conseguiu repetir uma escalação sequer em 2010.
Ontem, ele antecipou que usará a base do time que venceu o Racing uruguaio, no Pacaembu, pela estreia na Copa Libertadores. ''Claro que o risco de lesão existe em todo jogo, então isso é normal. Se é assim, o jogador vai pra campo. E muitos deles estão vindo de um jogo só, então podem fazer o segundo''.
Mano disse que só vai definir a equipe neste sábado. Suas dúvidas são em relação a Alessandro e Jorge Henrique, os dois que mais se desgastaram no jogo do meio da semana. Seus substitutos devem ser Moacir, na ala, e Morais, no meio de campo.
Pelo menos nesta sexta esses dois jogadores treinaram junto com os outros titulares. Mano comandou um treino de posse de bola com 12 jogadores de linha. Além dos dez que começaram jogando contra o Racing, Moacir e Morais estavam no time. ''Quis fazer um treino leve para quem atuou quarta''.
Ainda que Moacir e Morais entrem no time que enfrenta o Santos, o treinador não altera a maneira de a equipe jogar. Ou seja, está mantido o 4-4-2. Essa é a formação que Mano preparou para este início de temporada, privilegiando um meio de campo mais forte, de posse de bola.
Ronaldo está confirmado no ataque, provavelmente ao lado de Defederico, que ganhará nova chance de começar jogando, apesar de ter ido mal contra o Racing (foi substituído por Souza).
Será o primeiro jogo do Fenômeno na Vila Belmiro desde a decisão do Paulista de 2009. Nos 3 a 1 para o Corinthians, no jogo de ida da final, ele marcou duas vezes, com direito a um golaço por cobertura e aplausos de Pelé. ''Para um jogador, é bom voltar a um lugar onde foi decisivo para a conquista de um título. É bom para a equipe também'', analisou Mano.
Mano também tem outro argumento para não mexer tanto no time. Ele não gosta de jogar um clássico com equipes mistas ou reservas. Como o próximo jogo pela Libertadores será no dia 10 de março - contra o Independiente Medellín, em Bogotá, na Colômbia -, não há necessidade de poupar ninguém antes da hora.
O técnico também costuma dizer que clássicos são jogos nos quais ele tira muitas conclusões, já que os adversários são mais fortes. ''Considero o clássico um jogo maior; sempre que possível utilizo a melhor formação''.


