LocalNo meio dos mais de 80 participantes do 2º Festival Náutico de Londrina, realizado ontem no Lago Igapó 2, no Iate Clube, havia uma "duplinha" afinada. Era a primeira vez que os primos Caio Eduardo, de 11 anos, e Kevin Scaliza, de 12, iam competir na canoagem, modalidade que eles começaram a praticar há apenas dois meses.
Os pequenos remadores não perdiam um detalhe sequer. Se tinha competição na água, lá estava a dupla, torcendo e analisando cada detalhe. O tempo de prática ainda é pequeno, mas suficiente para fazer a dupla sonhar longe. "Eu quero seguir meu pai", conta Kevin. "E eu quero ser igual ao meu tio", emenda Caio.
A inspiração da dupla vem do pai de Kevin, Wellington Cardoso, e do tio, Renan Scaliza, que já praticam a modalidade. Renan vê os sobrinhos reviverem uma trajetória que ele trilhou há alguns anos e agora já acumula duas participações em campeonatos sul-americanos e oito títulos brasileiros nas categorias cadete e júnior nos anos 2000.
"Eu comecei assim, como eles, tinha 12 anos. E hoje vê-los começando também pequenos é emocionante, porque é um esporte que eu amo muito. Tomara que eles possam continuar treinando e quem sabe um dia competir também, ir para uma seleção brasileira", vislumbra Scaliza, que ficou cinco anos parado e tenta aos poucos retomar os treinos para voltar a competir aos 25 anos.
Os garotos parecem determinados a alcançar esse objetivo. "É um esporte muito legal, que estou gostando bastante. Quero continuar treinando e um dia disputar o brasileiro de canoagem", mira Kevin. "É um esporte muito divertido, gostei de remar e vou continuar", garante Caio.
A dupla só se separou mesmo na hora de competir, quando cada um teve que assumir o seu caiaque. Na água Kevin levou a melhor sobre o primo, mas o resultado pouco importou. Quem ganha é o esporte, com mais dois garotos trilhando um caminho de conquistas.
O Festival Náutico de Londrina teve competições em cinco modalidades náuticas com embarcações: caiaque polo, caiaque turismo, remo, canoagem de velocidade e stand up paddle. O evento reuniu praticantes de todas as idades, remadores antigos e de primeira viagem, como a professora Danila de Moraes, de 29 anos. Ela começou o remo há uma semana por indicação de uma amiga e gostou. "É um esporte diferente. O ambiente também favorece, desestressa do dia a dia. É um passeio", elogiou.
Além de incentivar a prática esportiva, o evento também pede a conscientização para com o Lago Igapó. "A ideia é também mostrar que o lago serve para a prática de diversas modalidades", observa Gelson Moreira, instrutor de remo e canoagem do Iate Clube.

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