Na 2a Divisão, América-RJ passa pela pior crise
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Agência Estado 
Rio - Um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, com 104 anos de existência, o América-RJ vive a pior crise de sua história. Completou na última semana a inédita marca de oito meses sem disputar uma partida sequer. Rebaixado em 2008 para a Série B do Campeonato Carioca, o time só deve voltar a jogar oficialmente em julho. Ou seja, sua torcida deve ficar 14 meses sem ver a equipe do coração em atividade - a Segunda Divisão do Rio começa no segundo semestre.
Para se livrar da angústia de não poder acompanhar o time por um período tão longo, torcedores do América resolveram fortalecer os laços da paixão pelo clube da Tijuca, na zona norte, com algumas estratégias: criaram comunidades na internet para trocar ideias sobre o futuro da equipe e passaram a marcar encontros periódicos para ver teipes de jogos importantes.
A última reunião ocorreu pouco antes do Natal, num bar-restaurante da Tijuca. Lá estiveram quase duzentos torcedores, vestidos a caráter e empolgados com a possibilidade de rever o jogo América 1 x 1 São Paulo, pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 1986. Se os cariocas vencessem aquela partida, disputariam a final da competição contra o Guarani. Mas o empate levou o São Paulo à decisão e o time de Telê Santana conquistou o título.
De vez em quando, nos encontros, mostramos DVDs com lances de partidas memoráveis para o América, como as que deram ao clube o título da Taça Guanabara de 1974, da Taça Rio e da Copa dos Campeões, ambos em 1982, e a do Campeonato Carioca de 1960, contou o funcionário da Petrobrás, José Ribeirinho Telles, um dos organizadores dos eventos.
Campeão carioca sete vezes, o América revelou para o futebol craques como Danilo Alvim, Djalma Dias, Belfort Duarte e Edu, cedeu jogadores para a seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1930 e 1934 e conta, entre seus torcedores mais ilustres, com Romário, Zagallo, o dramaturgo Gilberto Braga e o jornalista José Trajano.


