Johannesburgo - Com a expulsão de Kaká nos minutos finais da vitória sobre a Costa do Marfim, no domingo, Dunga será obrigado a mudar a escalação da seleção brasileira para o jogo de sexta-feira, contra Portugal, no encerramento da primeira fase da Copa. Mas ele garante estar tranquilo e diz ter boas opções à disposição - além disso, o Brasil já assegurou a classificação antecipada para as oitavas de final, o que tira um pouco da importância do duelo com os portugueses.
Depois da partida de domingo no Estádio Soccer City, em Johannesburgo, Dunga saiu em defesa de Kaká, dizendo que a expulsão foi ''totalmente injusta''. Mas também lamentou a ausência de seu principal jogador na terceira rodada do Mundial, pois esperava que ele pudesse atuar para ganhar mais ritmo de jogo.
Enquanto Kaká já está descartado, Dunga ainda depende da recuperação de outro titular do meio-de-campo para definir o time que enfrentará Portugal na cidade de Durban. O meia Elano levou uma forte pancada durante o jogo contra a Costa do Marfim e deixou o estádio mancando. Mas os médicos da seleção afirmaram que o caso não é grave.
Se puder contar com Elano, Dunga precisaria fazer apenas uma mudança no time - mesmo já classificado, ele não deve poupar nenhum titular diante de Portugal, pois quer manter o ritmo e melhorar o entrosamento dos jogadores. O meia Júlio Baptista é o substituto natural de Kaká, como o próprio treinador já afirmou, e surge como favorito para ficar com a vaga. Mas existem outras opções, como Daniel Alves, Ramires, Kleberson e até mesmo Nilmar.
Com a entrada de Júlio Baptista no lugar de Kaká, o esquema de jogo da seleção continuaria praticamente o mesmo. Uma alternativa seria Daniel Alves, uma espécie de 12.º jogador do time brasileiro, que costuma entrar sempre no segundo tempo e é bastante versátil. Se quiser uma postura mais ofensiva, Dunga pode optar pelo atacante Nilmar, recuando Robinho para a armação das jogadas. E, se for mais precavido, tem Ramires e Kleberson como opções.

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