Mustafá nega esquema de notas frias no Palmeiras
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Agência Estado 
São Paulo - O ex-presidente Mustafá Contursi classificou como caluniosas as acusações de que tenha existido um esquema de notas frias no Palmeiras entre 2001 e 2004, os últimos anos de sua gestão, que durou 12 anos. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público.
Mustafá diz que já prestou depoimento - uma conversa rápida - e que está à disposição das autoridades para prestar novos esclarecimentos. Já dissecaram minha vida uma vez. Pegaram a declaração de imposto de renda e questionaram até gastos de R$ 400. Não encontraram nenhuma irregularidade e, no final, me deram um atestado de idoneidade.
Nas investigações, até a filha de Mustafá, Milene, apareceria como suspeita de enriquecimento ilícito. Ela vive na Alemanha e já avisei que, pelo crime de enriquecimento de cultura, vai pegar prisão perpétua, ironizou o cartola.
As denúncias foram feitas por Carlos Kamal, ex-supervisor do departamento de vôlei do clube. Outros dois ex-funcionários, mantidos no anonimato, teriam confirmado tudo. Este cidadão (Kamal) moveu ação trabalhista contra o clube. Pediu R$ 4,5 milhões e ganhou R$ 380 mil, por determinação da Justiça. Não duvido que os outros dois também não tenham ações trabalhistas contra o clube.
Mustafá diz não ter dúvidas de que a exposição desse inquérito, que existe desde 2004, veio à tona agora por motivos políticos. É muito estranho que um assunto como esse, já batido, volte com tudo justamente numa semana de muita agitação política no clube.
Na próxima segunda-feira será votada pelo Conselho Deliberativo a proposta de Affonso Della Monica de reforma do estatuto do clube, com o alegado objetivo de adequação de calendário. O projeto precisará ser aprovado também numa Assembléia de Sócios. Se passar, Della Monica fica no cargo até dezembro de 2009, e não até janeiro, como está programado.
Festa cancelada
Foi cancelada a festa que a diretoria preparava para o jogo contra o Goiás, dia 29, às vésperas do GP de Fórmula 1 em Interlagos. A idéia era fazer uma preliminar entre um time de masters do Palmeiras contra uma equipe formada por mecânicos da Ferrari, pilotos e artistas - até Michael Schumacher era cotado para participar. Um carro da Fiat, patrocinadora do clube, seria sorteado entre os torcedores que fossem ao Palestra. Mas o evento foi cancelado por divergências entre patrocinadores.


