São Paulo - Foram necessários três jogos para que o presidente Mustafá Contursi concluísse que o Palmeiras precisa de reforços. O primeiro é o atacante Jardel, que retorna ao País na segunda-feira para resolver os ''últimos detalhes''. A contratação só não foi oficializada por detalhe burocrático: o clube aguarda o atestado liberatório do Bolton. A viagem à Inglaterra foi justamente para buscar o documento.
Na véspera do clássico diante do Corinthians, amanhã, no Morumbi, a contratação de Jardel serviria para ''apagar incêndio'' no clube, depois dos últimos resultados. Encobriria erros e o porquê de a equipe ainda não ter vencido no Brasileiro. Seria também uma forma de manter o casamento entre a torcida e o Palmeiras, abalado pelos seguidos tropeços, principalmente a eliminação no Paulistão.
Corinthians Desta vez o técnico Oswaldo Oliveira não conseguiu disfarçar a irritação. A bomba, prestes a explodir no clube, ontem por pouco não foi detonada. Oswaldo de Oliveira interrompeu o treino pela manhã para, aos berros, corrigir o que mais tarde e mais calmo definiu como um erro na saída do time para o contra-ataque.
Na véspera do clássico com o Palmeiras, ou o explosivo é desarmado o que só será possível com uma vitória , ou não há de sobrar muita coisa no clube após o jogo. No caso de derrota para o arqui-rival, o primeiro atingido deve ser o técnico. Conselheiros corintianos pressionam a diretoria para substituí-lo desde o fim do Campeonato Paulista, quando o time chegou bem perto de ser rebaixado. No Brasileiro, já se foram três jogos, com vitória pouco convincente sobre o Paysandu (2 a 1) e duas derrotas, para a Ponte Preta (3 a 2) e, de forma humilhante, para o Grêmio, por 4 a 0.

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