Pequim - Na cerimônia de encerramento da Olimpíada, o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, chamou os Jogos de Pequim de ''verdadeiramente excepcionais'' e disse que o COI ''acertou em sua escolha'' de dar à China o direito de abrigar o evento.
Falou que ''o mundo aprendeu mais sobre a China e a China aprendeu mais sobre o mundo''. Já o presidente do Comitê Organizador de Pequim-08, Liu Qi, disse que ''o povo chinês honrou os compromissos solenemente feitos''.
Mais simples que a de abertura, a cerimônia de encerramento teve centenas de percussionistas e figurantes com trajes iluminados por neon. Dois percussionistas foram içados por cabos, assim como dezenas de acrobatas que sobrevoaram o estádio - seres ''voadores'' comuns nas produções do cineasta Zhang Yimou, responsável pela direção artística.
Cada bandeira nacional foi levada por um atleta, o que fez o desfile ser mais ágil e curto que na festa de abertura. Maurren Maggi levou a bandeira do Brasil e sua medalha de ouro. No fim, uma torre humana foi armada emulando a forma da tocha olímpica, quando a chama se extinguia na pira.
Toneladas de fogos de artifício e luxo visual foram acompanhados por conjunto pop chinês, que fechou a festa.
O contraste entre a perfeccionista Pequim e Londres, a próxima sede, já ficou exposto com a chegada do prefeito londrino, Boris Johnson, menos despenteado que de costume. Ao contrário dos formais líderes comunistas, o polêmico e bonachão prefeito chegou de paletó aberto, com o polegar estendido e dando soquinhos no ar com o punho fechado.
Os oito minutos de apresentação da próxima Olimpíada usaram típico ônibus de dois andares londrino como palco. Um grupo de dança contemporânea usando guarda-chuvas dançou ao som da cantora Leona Lewis e do guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page. Mas quem levantou a multidão foi Beckham.

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