Wimbledon - O britânico Andy Murray se classificou para final de Wimbledon pela 3ª vez na carreira ao despachar ontem o tcheco Tomas Berdych, 10º cabeça de chave.
O número 2 do mundo, derrotado por Roger Federer em 2012 e campeão no ano seguinte, terá pela frente na decisão deste domingo o canadense Milos Raonic, que mais cedo precisou batalhar em cinco sets com o suíço.
Esta será a 11ª final de Grand Slam para Murray, que até hoje só venceu duas: Wimbledon em 2013 e o US Open de 2012.
O canadense derrotou Federer em cinco sets, 6-3, 6-7 (3/7), 4-6, 7-5, 6-3, e avançou para disputar a final de Wimbledon, a primeira de sua carreira em Grand Slam.
O gigante de 1,96 m conseguiu um feito histórico na sexta-feira, sendo responsável pela primeira derrota de Federer em semifinais de Wimbledon. O suíço havia vencido as 10 semis que disputou no All England Club, perdendo apenas um set.
Raonic não permitiu que Federer, recordista de títulos de Grand Slam (17), chegasse pela 28ª vez à final de um dos quatro grandes torneios do tênis. Aos 35 anos, a lenda viva do esporte talvez não terá muitas outras chances de voltar a conquistar um Grand Slam.
"Espero estar de volta na Quadra Central de Wimbledon na próxima temporada", declarou o suíço após a partida.
Federer, porém, não esteve longe da vitória. Chegou a abrir 2 a 1 de vantagem e teve três oportunidades de quebra no quarto set, mas Raonic, que o suíço havia derrotado com facilidade em 2014 (triplo 6-4), se mostrou paciente e forte mentalmente.
O saque fortíssimo de Raonic - 232 km/h, recorde desta edição de Wimbledon - e os ângulos variados de direita acabaram fazendo a diferença a favor do canadense.

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