Santos - A licença médica do presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, em vigor desde o final de novembro, abriu uma crise política no Santos. Ontem, os muros da Vila Belmiro foram pichados com as frases ''Laor ladrão, Laor gambá'' e ''Volta Robinho''. A diretoria do clube, por meio de sua assessoria de imprensa, classificou a pichação como ''um ato político'', informou que já identificou os autores da ação e encaminhou o caso para a polícia.
''Cadê os 40 milhões? Chega de promessas'', questionava outra frase escrita no muro do estádio do Santos, citando uma das promessas da campanha eleitoral de Luis Alvaro, que é conhecido como Laor por causa das iniciais do seu nome, para a presidência do clube: a criação de um fundo de investimento para contratar jogadores.
A falta de reforços é recorrente nas reclamações dos santistas. O clube deve acertar o retorno do meia-atacante Nenê, do Paris Saint-Germain, e está em fase final de negociação com o meia Cícero, do São Paulo, mas, até agora, efetivamente só contratou Neto, zagueiro do Guarani. O último fator de reclamação dos torcedores refere-se ao fato de Luis Alvaro ter declarado que torceria para o rival Corinthians na final da Libertadores - logo depois de ter eliminado o Santos.
Todas essas queixas fizeram com que a oposição iniciasse um movimento pelo impeachment do presidente.
Apesar dos seis títulos conquistados desde assumiu a presidência do Santos em 2009, Luis Alvaro amargou alguns tropeços em 2012, como a eliminação para o rival Corinthians na semifinal da Libertadores e a fraca campanha no Brasileirão.

mockup