São Paulo - Muricy Ramalho recebeu a garantia que desejava: ouviu do presidente Juvenal Juvêncio de que terá a tranquilidade necessária continuar no São Paulo e brigar pelo título brasileiro, independentemente de uma possível sequência ruim de resultados. Diante disso, a oferta do Al-Saad, do Catar, última das propostas milionárias recebidas pelo técnico, não foi aceita.
Na noite de quinta-feira, em homenagem do Conselho Deliberativo do São Paulo aos campeões mundiais da Copa de 1958, Juvenal Juvêncio disse que não sabia da proposta recebida por Muricy, na casa dos 2 milhões de euros anuais (R$ 5 milhões). Mas, novamente, garantiu: o técnico fica no Morumbi.
''Vi (sobre a proposta) apenas nos jornais. Mas quero reafirmar: o Muricy não sai do São Paulo'', bancou o presidente. ''Primeiro, porque não queremos. Segundo, porque ele é um cara sério. Terceiro, porque ele é inteligente. Quarto, porque a diretoria do São Paulo também é inteligente.''
Juvenal Juvêncio disse, até mesmo, que não aceitaria a saída de Muricy sequer para a seleção brasileira. ''Ele poderia ir, mas continuaria conosco, acumularia o cargo'', explicou o presidente.
Muricy reafirmou ontem que pensa apenas em garantir uma estada mais sossegada pelo menos até o fim de 2009, quando vence seu vínculo atual com o clube.

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