São Paulo - O técnico Muricy Ramalho está preocupado com o desempenho do São Paulo nos primeiros jogos do ano. Um mês depois do fim das férias, o time ainda não engrenou, e tampouco deu mostras de que as coisas podem mudar de uma hora para outra. O empate por 1 a 1 diante do São Caetano, na quinta-feira, foi a gota d’água. O resultado tirou a equipe do Morumbi dos quatro primeiros lugares do Paulistão e acabou com o sono do treinador.
''No começo, não podíamos exigir muito dos jogadores porque a preparação era pouca, mas já está na hora de jogar mais. Isso está me preocupando. Depois de um mês, tem que jogar mais'', cobrou Muricy Ramalho, sem cerimônia.
O defeito da ''máquina'' tricolor já foi encontrado pelo próprio treinador: o meio-de-campo. Se a marcação vai se ajustando após a chegada de Fábio Santos, a armação não anda nada bem das pernas. ''O conjunto não é de todo ruim. Nossa defesa continua difícil de ser batida, tanto que os últimos gols que sofreu foram de pênalti, o meio já está marcando bem, mas a ligação com o ataque tem de melhorar. Está faltando qualidade e é isso que está pegando um pouquinho'', escancara.
Ao que tudo indica, não será nada fácil assim para o técnico encontrar a peça que está faltando para o são Paulo deslanchar. Quem encaixava perfeitamente na função não está mais no clube: Leandro. O jogador, que foi negociado com o Verdy Tokyo, do Japão, sempre foi elogiado pelo chefe por não ser apenas um atacante. Outro que poderia funcionar por ali era Souza, que também deu adeus ao clube.
Assim, restaram apenas Jorge Wagner, Hugo, Sérgio Mota e Carlos Alberto. No entanto, o primeiro parece dar certo mais na ala-esquerda; o segundo tem um estilo de jogo mais cadenciado, para valorizar a posse de bola; e o garoto ainda é uma incógnita, já que sua passagem pelo elenco profissional no ano passado foi considerada tímida pela comissão técnica.
Restaria apenas Carlos Alberto. O ex-corintiano tem tudo para ser o dono da posição, mas, enquanto não resolver seu problema com a balança, servirá apenas como opção no banco de reservas. O meia revelou recentemente sofrer uma disfunção na tireóide, que vem o atrapalhando nos últimos anos. A comissão técnica do São Paulo está se esforçando para deixá-lo em forma. Enquanto isso, Jorge Wagner terá de se virar para fazer a máquina girar.
''O Carlos Alberto está se esforçando muito nos treinos, na parte disciplinar, mas é difícil fazer uma análise dele até agora porque jogou pouco e só tem entrado na fogueira. Só entrou para tentar resolver o jogo'', explica o técnico.

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