Santos - O Santos sabe que apenas jogar bem não será bastante para reverter a vantagem da vitória por 1 a 0 do Vélez Sarsfield, da Argentina, na partida de volta das quartas de final da Copa Libertadores, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro. A começar pelo comandante Muricy Ramalho, todos têm consciência de que tão importante quanto marcar logo o primeiro gol é evitar que o adversário saía na frente no placar para não tornar a situação dramática.
Por isso, depois de dar um descanso de três dias para que os jogadores recuperassem as energias, agora o treinador trabalha a parte técnica e a cabeça do time. ''Na Vila Belmiro, o nosso time só sabe jogar pressionando'', disse Muricy Ramalho. Mas ele não quer que a busca do gol se transforme em correria.
Nesta terça, no primeiro treino com bola dos titulares depois da derrota de Buenos Aires, os jogadores foram orientados para se movimentar constantemente e trocar passes. ''O ideal é girar a bola até que surja a oportunidade para tentar o gol'', explicou o treinador.
O jogo da Argentina não é considerado referência por Muricy Ramalho. Em primeiro lugar porque o Santos, esgotado fisicamente pela maratona de jogos - dois deles na altitude de quase 3.700 metros de La Paz, na Bolívia -, e seguidas viagens, simplesmente não jogou. Ele chegou a ter a esperança de que o Vélez Sarsfield saísse mais para o ataque no segundo tempo na tentativa de marcar o segundo gol, dando oportunidade para o contragolpe santista, mas os argentinos preferiram se defender e garantir a vantagem do 1 a 0. ''Mesmo com o resultado positivo que eles conseguiram lá (em Buenos Aires), na Vila vão ter de sair um pouco mais''.

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