Muricy nega interferência do presidente
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domingo, 13 de maio de 2007
Guilherme Carvalho<br> Agência Estado 
São Paulo - Apesar de todas as evidências indicarem o contrário, o técnico Muricy Ramalho garantiu que o São Paulo não teve o dedo do presidente Juvenal Juvêncio na formação que bateu sábado o Goiás por 2 a 0, no Morumbi, pelo Nacional.
''Comecei a bolar o time já no avião, na volta de Porto Alegre, após a derrota para o Grêmio na Libertadores. As únicas pessoas que consultei foram o Tata e o Milton Cruz, meus auxiliares. Mostrei o time para eles e perguntei se era bom. Os dois responderam que sim, então o time foi esse mesmo'', contou Muricy, que sacou do jogo Richarlyson, Aloísio, Souza, Jadilson e Leandro.
O discurso contrastava com o do vice-presidente de Futebol do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Antes da partida, ele insinuou que as mudanças já eram efeitos da conversa entre Juvenal Juvêncio e o treinador.
''Acho que houve um mal-entendido. De repente , alguma informação chegou diferente para o Leco'', esquivou-se Muricy. ''Quem me conhece, analisa o meu currículo, sabe que não dá para aceitar interferência. E isso jamais aconteceu aqui. Nem no ano passado, nem agora. O Juvenal sempre confiou no meu trabalho'', garantiu Muricy Ramalho, desta vez bem mais tranquilo que nas suas últimas declarações.
''Aliás, se houvesse interferência da diretoria, eu entregaria o cargo na hora, pois assim nem precisaria de treinador'', disse. Muricy também minimizou a reunião da última sexta-feira no CT.
''A única diferença é que desta vez o Juvenal apareceu no treinamento. Reunião tem toda hora. Ele me chama, e, como moro perto do Morumbi, chego em dez minutos. O Juvenal sabe que quem treina o time sou eu, quem conhece o dia-a-dia, sou eu. Agora, é lógico que ele pode reclamar, é o presidente do clube'', disse.
Parece que ficou tudo resolvido. Time de Juvenal ou de Muricy, o fato é que a equipe agradou, principalmente pelo primeiro tempo.
''É preciso ter calma agora, pois estamos sofrendo os resquícios de duas eliminações. Mas é lógico que alguns atletas chamaram bastante atenção, se movimentaram bem e têm chances de ficar'', disse o treinador. ''Mas é preciso observar os jogadores que ficaram no banco, que tiveram ótimo comportamento. É nessas horas que a gente vê quem é quem. E todos corresponderam bem.'' Muricy lamentou as eliminações, mas negou um racha no grupo.


