São Pau­lo - Mu­ricy Ra­ma­lho tem con­fir­ma­do ­suas qua­li­da­des co­mo téc­ni­co ven­ce­dor des­de que che­gou ao Pal­mei­ras. Há 14 ro­da­das, man­tém a li­de­ran­ça do Cam­peo­na­to Bra­si­lei­ro com a ex­pe­riên­cia de ­quem ga­nhou as ­três úl­ti­mas edi­ções pe­lo ri­val São Pau­lo. Na quin­ta-fei­ra, po­rém, ­após em­pa­tar em ca­sa com o ­Avaí por 2 a 2, foi a vez de o trei­na­dor re­pe­tir um de­fei­to que tam­bém mar­cou sua pas­sa­gem pe­lo ti­me do Mo­rum­bi: o mau hu­mor.
  ­Após o tro­pe­ço no Pa­les­tra Itá­lia, Mu­ricy per­deu a clas­se na co­le­ti­va de im­pren­sa. O téc­ni­co se ir­ri­tou com as per­gun­tas so­bre o re­sul­ta­do. Con­tra­ria­do, re­cu­sou-se a fa­lar so­bre as im­pro­vi­sa­ções na equi­pe, bas­tan­te des­fal­ca­da. ‘‘Vo­cê me co­nhe­ce há mui­to tem­po e sa­be que não vou dis­cu­tir de­fe­sa, ­meio, ata­que. Is­so ­aqui é um ­time’’, res­pon­deu a uma das per­gun­tas.
  Em ou­tro mo­men­to, ­saiu-se com uma com­pa­ra­ção no mí­ni­mo de­se­le­gan­te ao não que­rer co­men­tar a di­ver­gên­cia nas de­cla­ra­ções de ­seus atle­tas, que se di­vi­di­ram en­tre os que la­men­ta­ram o tro­pe­ço e os que co­me­mo­ra­ram o so­fri­do em­pa­te. ‘‘Nós não es­ta­mos em Cu­ba, nem na Ar­mê­nia. Es­ta­mos no Bra­sil, on­de ca­da um tem sua opi­nião. Is­so é uma de­mo­cra­cia. To­dos ­eles ti­ve­ram um pou­co de ­razão’’, afir­mou.

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