Muricy não esconde abatimento
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terça-feira, 15 de maio de 2007
Gazeta Press 
São Paulo - A eliminação da Copa Libertadores e a bronca de Juvenal Juvêncio decretaram, pelo menos momentaneamente, o fim do já tradicional mau humor de Muricy Ramalho. O treinador deu entrevista coletiva ontem em tom de voz baixo e não escondeu seu abatimento. Falando pausadamente sob os olhares atentos do superintendente Marco Aurélio Cunha, o treinador não respondeu enfezado nem às perguntas sobre assuntos polêmicos.
''Só o tempo cura a ferida, mas não podemos desistir da vida. Ninguém está conformado (com a eliminação), mas o mundo está rodando e não podemos parar'', disse Muricy.
O treinador se mostrou sentido com as notícias sobre uma suposta interferência de Juvenal Juvêncio em seu trabalho. Mesmo que ninguém ouse dizer isso para o presidente, é consenso no CT que o dirigente foi exageradamente duro em suas palavras na sexta-feira. Sua manifestação pública mexeu com o elenco, mas acabou abrindo a possibilidade de múltiplas interpretações, fato que deixou Muricy desprotegido diante da torcida e da opinião pública.
''Não sei se há gente aqui dentro do São Paulo remando contra. Acho que todos têm de estar juntos. Eu sou o técnico do São Paulo e estou remando a favor. Isso é de cada um'', disse Muricy Ramalho.
Apesar de ter procurado esquecer os resultados passados e projetar uma arrancada no Brasileirão, o treinador são-paulino acha que poderia ter sido tratado com mais respeito após a eliminação da Libertadores. ''As pessoas precisam ter cuidado com o que falam porque temos uma família por trás. As (minhas) crianças sentem essas coisas na escola, por exemplo'', reclamou.
Após muita insistência no assunto, Muricy voltou a negar que tenha alterado a equipe por sugestão do presidente do clube. ''Existe o time do São Paulo e eu sou o treinador'', completou.


