Santos - Depois das duas dramáticas classificações por pênaltis até chegar às finais do Campeonato Paulista, o técnico Muricy Ramalho falou com saudade sobre o time que tinha Paulo Henrique Ganso, Elano, Danilo, Borges e Alan Kardec, entre outros. O período de fartura passou. O Santos atual depende mais do que nunca de Neymar, o melhor de todos, mas que no momento rende muito abaixo do seu normal. Para complicar ainda mais, o meia argentino Montillo, que ainda deve uma atuação à altura dos milhões investidos na sua contratação, está fora de combate por causa de uma lesão muscular na coxa esquerda.
No primeiro dos dois jogos das finais contra o Corinthians, neste domingo, no estádio do Pacaembu, a bola parada de Marcos Assunção pode ser o trunfo de Muricy Ramalho para não ficar na mesmice de depender apenas de Neymar, o que pode facilitar para o adversário.
Outra arma do técnico é o mistério. Não há como esconder que Léo vai voltar à lateral esquerda no lugar de Émerson Palmieri. A dúvida mesmo é na lateral direita. Galhardo ainda não superou o drama da morte do irmão Marquinhos e Bruno Peres ficou muito tempo parado e pode sentir o ritmo forte do clássico. O provável é que Felipe Anderson continue improvisado na posição.
"A gente tem dois dias ainda, mais um treino e vou levar até a hora do jogo essas dúvidas", disse Muricy, ontem.
Ele apenas assegurou que não vai fazer mudanças quanto à maneira que o time vinha jogando no Campeonato Paulista, o que afasta a possibilidade da manutenção formação com três zagueiros utilizada diante do Joinville, pela Copa do Brasil.

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