Muricy madruga para ver Barcelona e expressa admiração por rival
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Luís Augusto Monaco <br> <br> Agência Estado 
Nagoya, Japão - O técnico Muricy Ramalho madrugou para ver o clássico entre Real Madrid e Barcelona, no último sábado (começo da manhã de domingo no Japão). Depois de ver as imagens disponibilizadas pela ESPN no quarto do auxiliar-técnico Tata, expressou toda a sua admiração pelo time de Pep Guardiola. E, em entrevista exclusiva a Jorge Kajuru, do Esporte Interativo, lamentou muito não poder contar com o volante Adriano, que não veio para o Japão por causa de uma lesão grave no tornozelo direito sofrida no meio de novembro.
''Para marcar todos esses jogadores do Brasil eu precisaria que a Fifa me autorizasse a escalar 15 jogadores. É uma pena ter perdido o Adriano porque ele é um especialista em marcar sem dar pontapé. Eu ia colocá-lo em cima do Messi e com certeza ele ia atrapalhá-lo um pouco''.
A lista de virtudes que o técnico enxerga no Barcelona é grande: 1) toque de bola envolvente; 2) qualidade técnica; 3) facilidade para mudar de esquema durante a partida; 4) quantidade de grandes jogadores no elenco, o que permite a Guardiola deixar Villa, o artilheiro da última Copa do Mundo, no banco; 5) capacidade de ser forte no ataque mesmo sem um centroavante de referência e com cinco homens no meio de campo.
Diante disso tudo, Muricy Ramalho admitiu: ''Ganhar deles é uma missão quase impossível''. Mas o comandante santista não é de jogar a toalha nem de fugir da luta. E, caso seu time chegue à final - ele não tem dúvida de que o Barcelona passará pelo Al-Sadd, do Catar -, vai dizer aos seus jogadores que o único jeito de levar o título será jogando com coragem e alegria.
''Quando tivermos a bola quero que meu time jogue e se divirta. O (José) Mourinho (técnico do Real Madrid) já tentou várias vezes e não conseguiu impedir o Barcelona de jogar como gosta, outros técnicos europeus também tentaram e não conseguiram e não vou ser o inventor da fórmula mágica de parar esses caras'', constatou Muricy Ramalho.
Ele garante que não vai cair no erro dos times que começam o jogo tentando marcar o Barcelona sob pressão para tentar tirar o espaço de seus craques. Em sua opinião essa estratégia é um tiro pela culatra porque não deixa o time compacto e acaba por oferecer as brechas para que a avalanche catalã vá tomando conta do campo.
A marcação santista será no campo de defesa, com uma linha de três volantes à frente da zaga: Elano pela direita, Henrique pelo meio e Arouca pela esquerda. Ele resolveu colocar o ex-cruzeirense na cabeça de área porque quer aproveitar a facilidade que os outros dois têm para sair em velocidade. ''Os volantes do Santos gostam de jogar, não posso desrespeitar as características deles''.
Mas, antes de pensar no Barcelona, Muricy Ramalho precisa se ocupar com o Kashiwa Reysol, do Japão. Ele foi ao estádio ontem para observar o jogo que definiria o adversário santista e hoje conversará com os jogadores sobre o que observou.


