Muricy faz mistério sobre escalação até para os jogadores
São Paulo - A maneira como o São Paulo vai enfrentar o Corinthians, quarta-feira, na estreia da equipe na Copa Libertadores, ainda é mistério até para os jogadores. É o que garante o volante Souza, um dos titulares. O jogador revelou que o treinador Muricy Ramalho teve uma longa conversa com o elenco antes do treinamento desta segunda-feira à tarde, mas não revelou o time nem a formação tática.
"Ele falou para todo mundo estar preparado que as oportunidades aparecem. Ele não deu certeza de nada. Falou que vai montar a equipe amanhã (terça-feira) e treinar como será o confronto contra o Corinthians", afirmou o volante, em entrevista coletiva nesta segunda-feira.
Souza citou como exemplo as experiências que o treinador fez na equipe antes da partida contra o Bragantino. O time só treinou uma vez com a formação de três zagueiros e atuou desta forma na goleada por 5 a 0. O esquema com três zagueiros pode ser usado no clássico, mas também o 4-5-1, explorando a qualidade dos jogadores do meio.
De acordo com Souza, Muricy também reafirmou a necessidade de o time entrar com vontade e determinação. "O mais importante é que a gente precisa ter vontade. Para vencer o Corinthians na casa dele, é preciso se doar o tempo todo. Precisamos unir qualidade, vontade e inspiração", disse o jogador.
Souza afirma que a única vantagem do Corinthians para o confronto é o "fator casa" e, nesse contexto, considera o empate um bom resultado. "As duas equipes chegam iguais. Clássico não tem favorito. A única diferença é essa, que eles atuam em casa. Por outro lado, o campeonato não acaba na quarta-feira. Temos ainda cinco jogos. Por isso, temos de sair de lá com ponto, empate ou vitória. O empate não é tão ruim", afirmou o são-paulino.
O São Paulo não terá Centurión, suspenso pela Conmebol, e Pato, que pertence ao Corinthians, no clássico de quarta-feira. Alan Kardec deve formar o ataque com Luis Fabiano. Caso opte por manter o esquema com três zagueiros, Michel Bastos deve ser o ala pela esquerda, função que desempenhou na maior parte da carreira. Na direita, Boschilia e Bruno disputam a posição. (G.J.)





