Santos - O Santos vai bem na Copa Libertadores e no Campeonato Paulista, mas o motivo de maior satisfação para o técnico Muricy Ramalho no momento é o sucesso do planejamento da comissão técnica para a temporada. Ao completar nesta sexta-feira um ano no comando santista, ele diz que as dificuldades enfrentadas no ano passado com as seguidas contusões, principalmente de Ganso, Jonathan, Léo, Arouca e Elano, serviram de lição. ''Sofremos demais no passado porque vários jogadores estouraram. Aprendemos e agora está sendo bem diferente'', explicou.
O fator fundamental para diminuir os problemas físicos foi a pré-temporada bem feita. Alguns jogadores, como Ganso e Arouca, receberam atenção especial para fortalecer a musculatura. O trabalho desenvolvido foi visando resistência e velocidade. Outro cuidado foi tirar todos os titulares de algumas rodadas da fase de classificação do Paulistão para evitar o estresse muscular em razão da disputa simultânea da Libertadores, com jogos difíceis e viagens desgastantes.
Ao contrário de outros clubes, o Santos preferiu o descanso da equipe completa nos momentos necessários ao revezamento de algumas peças. E os resultados estão sendo mais satisfatórios do que o esperado. O time está a poucos dias de entrar nas fases decisivas do Paulistão e da Libertadores sem ter perdido, até agora, nenhum titular por lesão muscular.
Depois das muitas passagens pelo departamento médico em 2011, quem poderia imaginar que Arouca atingisse a sequência de 16 jogos sem sofrer uma lesão? E que os músculos de Ganso suportassem 15 jogos sem sequer acusar um incômodo? Por sua importância para o time, Ganso foi quem mais trabalhou na pré-temporada para ter condições de fazer a nova função que Muricy reservou para ele.
''Ganso está mais forte, tromba com o adversário e não cai. Ele precisa estar bem fisicamente porque se movimenta muito e corre quilômetros durante um jogo. Como entendeu essa necessidade, Ganso voltou ao seu normal'', afirmou Muricy.
O Santos já soma 22 jogos no ano, mas a maioria dos jogadores atuou 15 vezes. ''Tinha que ser dessa maneira, porque, de agora em diante, começam as fases decisivas das duas competições e não vai ser mais possível dar descanso'', justificou o treinador.

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