São Paulo - O destino ajudou. Será contra o Fluminense, seu principal algoz na temporada, que o São Paulo poderá ser hexacampeão brasileiro. O time tem uma chance única de conquistar o título e, de quebra, vingar-se do rival que o eliminou da Libertadores, competição que era a prioridade de diretoria, comissão técnica, elenco e torcida no começo do ano, e que também foi responsável por uma das cinco derrotas que os são-paulinos sofreram no Brasileirão.
A palavra "vingança", no entanto, pode até estar na boca dos torcedores, mas foi proibida por Muricy Ramalho ainda no Rio de Janeiro, logo depois da vitória sobre o Vasco, em São Januário. O treinador teme que o sentimento possa atrapalhar o time para o jogo de domingo, no Morumbi. "Já conversei com os jogadores sobre isso. Uma pessoa não pode ter esse sentimento ruim. O Fluminense ganhou porque mereceu ganhar e fez o gol aos 48 minutos do segundo tempo porque buscou até o fim, é coisa do futebol. Esse tipo de sentimento não existe aqui."
O recado parece ter sido assimilado pelo elenco. Nenhum jogador se atreveu a desrespeitar a ordem do chefe. "Aquela derrota jamais será esquecida, mas as circunstâncias agora são outras. Vamos trabalhar para decidir o campeonato domingo", afirmou Jorge Wagner. "Não há sentimento de vingança nossa parte. Eles mereceram a classificação. Mas agora é outra situação, bem diferente", completou Rogério Ceni.

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