Muricy elogia atuação do trio de atacantes
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Folhapress 
São Paulo - Na falta de um meia criativo, o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, deve lançar mão da versatilidade dos atacantes que têm no elenco para tornar o seu time mais forte no setor ofensivo. ''Não adianta, nosso time é de pegada, correria. Com os atacantes fazendo o pivô na frente, os meias e laterais terão tempo para chegar na frente'', explicou o treinador.
Segundo ele, na partida de quarta-feira, Borges, Aloísio e depois André Lima tiveram boas atuações e foram fundamentais para a virada em cima do Atlético-PR. Muricy acabou tendo uma boa notícia para a partida de domingo, contra o Coritiba. Zé Luís, que deixou o campo com uma fisgada na coxa direita, foi submetido a um exame. Nada grave, porém, foi diagnosticado.
''O Zé Luís se assustou no momento, sentiu bastante dor quando deixou o campo, mas não é nada de mais. Fizemos um exame de imagem e não encontramos nenhuma lesão'', disse José Sanches, médico do São Paulo. Apesar da vitória contra os paranaenses por 3 a 1, de virada, Muricy prevê dificuldades no próximo compromisso da equipe. A partida acontecerá em Curitiba.
''Para ganhar fora, o time tem que estar entrosado. E não é o nosso caso. Mudamos demais no campeonato. Isso dificulta bastante'', comentou o treinador, que terá a volta de Dagoberto na frente e de André dias na zaga.
Crucificado
O meia Hugo é o artilheiro do São Paulo no Campeonato Brasileiro, com oito gols, mas ainda não conta com a confiança total da torcida. Em algumas partidas do clube no Morumbi, o jogador ouve críticas e vaias dos torcedores nas arquibancadas. No entanto, para não se desestabilizar com a cobrança, o jogador mantém sua cabeça voltada apenas ao trabalho no Tricolor. ''Eu tenho de ficar tranquilo. Estou procurando trabalhar e sempre fazendo o meu melhor'', comentou.
Titular da equipe de Muricy Ramalho, Hugo aproveitou o novo esquema tático para ficar mais participativo na frente. Com a entrada de Borges e Aloísio, ele tem mais tempo para chegar à área, já que os dois pivôs seguram a bola por mais tempo perto do gol.


