Muricy descarta necessidade de amistoso
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2011
<br> Agência Estado <br> 
Santos - Santos e Barcelona vão entrar no Mundial de Clubes da Fifa em condições distintas. O time mais badalado do mundo enfrenta o seu maior rival, o Real Madrid, no próximo sábado, pelo Campeonato Espanhol, e só depois viaja para o Japão. Tanto poderá sentir o cansaço como se beneficiar por estar em ritmo de competição ao estrear nas semifinais do Mundial, no meio da próxima semana.
A programação santista privilegiou a recuperação física dos atletas e quando o time entrar em campo em Toyota, na próxima quarta-feira, para tentar derrotar o Monterrey, do México, ou Kashiwa Reysol, campeão japonês, ou Auckland, da Nova Zelândia, estará interrompendo um período de 16 dias sem jogar. A última partida da equipe titular foi diante do Bahia, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 27 do mês passado, na Vila Belmiro.
Será que, de tanto se preservar, o time não vai perder o discutido ritmo de jogo ou a força de competição? Muricy Ramalho tem certeza que não e descarta a realização de pelo menos um amistoso contra uma equipe amadora do futebol japonês. ''A gente não pode comparar a nossa situação com a do Barcelona. Eles estão no começo da temporada e até agora disputaram 28, 30 jogos. O nosso calendário é totalmente diferente e estamos no encerramento do ano. Disputamos 75 partidas e, por isso, cuidamos mais da parte física. Não vejo necessidade de realizarmos jogo-treino no Japão antes da estreia'', afirmou o treinador.
Ele alega que a história de perder ritmo de jogo é usada pelos técnicos de acordo com a conveniência e com o momento. ''Como se explicar que depois de ter ficado dois meses parado por contusão, (Paulo Henrique) Ganso arrebentou logo no seu primeiro jogo?'', questionou o comandante santista. Mas com Elano aconteceu o contrário. Depois de se recuperar da sexta lesão no ano, o meia voltou mal diante do Coritiba e no clássico contra o São Paulo, no domingo passado, em Mogi Mirim, foi o único titular escalado. A justificativa foi exatamente a de que ele ficou muito tempo parado e que precisava jogar mais para readquirir ritmo de jogo.
Antes de fechar o planejamento para o Santos conquistar o seu terceiro título mundial, Muricy Ramalho se cercou de informações de quem passou recentemente pela experiência. E a conclusão a que chegou é de que como se trata de uma competição de apenas dois jogos, leva vantagem quem tiver mais fôlego e resistência.


