Mundo se volta para Olimpíada do Rio
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domingo, 12 de agosto de 2012
Agência Estado 
Rio - Londres/2012 já passou. Agora o mundo vai olhar para o Rio, que, pela primeira vez na história, vai receber os Jogos Olímpicos. Experiência única e um imenso desafio ao Brasil. O País vai ser cobrado para entregar uma Olimpíada, se não maior, pelo menos da grandeza que os britânicos apresentaram nas duas últimas semanas.
Os números já projetados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para os Jogos do Rio são estrondosos. A previsão da venda dos direitos de transmissão da televisão alcança US$ 4 bilhões. Receitas com o marketing seriam de US$ 1 bilhão. E o COI espera arrecadar cerca de R$ 10 bilhões em contratos com multinacionais e redes de televisão.
Os custos também são elevados. Previsão feita pelo COB em 2009, e que certamente será revista para cima, indica que o Brasil vai gastar R$ 5,6 bilhões em operações e mais R$ 23 bilhões nas obras de infraestrutura. Todo esse investimento deve vir dos governos federal, estadual, municipal e dos patrocinadores.
O Rio sofrerá grandes transformações nas suas principais regiões e a população espera o legado dos Jogos. Enquanto a cidade se reinventa para receber o mundo, os atletas entram no ciclo olímpico na corrida pelo ouro. Muitos dos jovens que encantaram o mundo em Londres certamente vão ser destaques nas piscinas, pistas, ginásios e campos da cidade maravilhosa.
A previsão de medalhas do COB para a Olimpíada do Rio é de 30 medalhas, o dobro do conquistado em Pequim/2008 e do calculado para Londres/2012. Para isso, a entidade aposta que metade dos pódios será obtido por esportes tradicionais do País: vela, judô, atletismo, basquete, vôlei, futebol. O restante viria com investimento pesado em esportes com potencial para um grande número de conquistas.
O carro-chefe do Brasil daqui a quatro anos será o judô. ''Nosso objetivo é sermos a maior potência do mundo no Rio'', disse Ney Wilson, diretor técnico da equipe brasileira. ''Vamos lutar para termos condições de brigar pelas 14 medalhas em jogo'', disse, otimista, o dirigente, que em Londres festejou a maior participação da modalidade em Jogos Olímpicos, com uma medalha de ouro e três de bronze.
A natação feminina terá um plano de urgência colocado em prática a partir já desta semana, segundo a Confederação Brasileira de Deportes Aquáticos (CBDA). Uma equipe com jovens talentos vai se reunir para treinos específicos e participação em competições internacionais, para tentar melhorar a competitividade do País na modalidade - que não chegou nem perto de medalhas em Londres.
Os esportes coletivos (basquete, vôlei, futebol) terão atenção especial, pois serão responsáveis por atrair grande interesse do público. Outras modalidades menos tradicionais serão fortemente incentivadas pelo COB, pelo fato de distribuírem muitas medalhas.
O boxe é uma delas. Depois de quebrar o jejum de 44 anos sem pódio em Londres, a nobre arte planeja partir para cima dos rivais em casa. ''Vamos ter um caminho semelhante ao do judô'', garante o técnico João Carlos, há 16 anos no comando da seleção brasileira. ''Em Londres, tínhamos potencial para seis pódios. No Rio, vamos brigar por medalhas nas 13 categorias (dez no masculino e três no feminino).''


