De mal a pior
Essa coluna foi criada para falar sobre o futebol internacional. Mas não posso deixar de fazer um comentário sobre o nível do futebol brasileiro, que está ridículo. Os números falam por si. Em 2004, Washington, ex-Atlético-PR, marcou 34 gols - o campeonato tinha 24 times. Ano passado, o artilheiro foi Romário, com 22 gols e 22 times participantes. Já nesse ano, o artilheiro até o momento é Souza, do Goiás, com 15 gols. Mesmo com o campeonato desse ano tendo somente 20 times, é muito pouco. O êxodo de nossos principais jogadores é preocupante. O futuro do futebol nacional está em risco.

Em queda livre
O atacante Adriano, da Inter de Milão, chegou na manhã de ontem ao Rio de Janeiro para desfrutar do período de descanso que ganhou do clube italiano. O jogador está em péssima fase e não marca pelo time milanês há seis meses. A situação ficou ainda pior depois do fracasso da seleção brasileira na Copa. Se as coisas não mudarem, em pouco tempo Adriano estará de volta ao futebol brasileiro. Clube nenhum da Europa vai manter um jogador que prefere as baladas, ao invés dos treinos.

Campeão no México?
O técnico Marcello Lippi, que levou a Itália ao tetracampeonato mundial, está sendo cotado para assumir a seleção mexicana, que está sem treinador desde a saída de Ricardo Lavolpe, que foi para o Boca Juniors, da Argentina. Lippi já anunciou que estudará propostas de trabalho a partir do início de 2007. Um forte concorrente de Lippi ao comando do México é o ídolo local Hugo Sánchez. De acordo com a federação, o técnico que assumir a seleção mexicana até o Mundial da África do Sul, em 2010, terá um salário de US$ 150 mil mensais.

Queda de público
O escândalo da arbitragem está causando estragos no Campeonato Italiano. A média de público na atual temporada caiu para 19.511 torcedores. Uma pesquisa do jornal Gazzetta dello Sport mostrou que a média de público diminuiu em 11.650 torcedores por partida em relação à temporada 1997-98, quando a média de público era de 31.161 torcedores. A queda desta temporada, que acontece após a vitória da Itália sobre a França na final do Mundial, pode ser parcialmente explicada pelo rebaixamento à Segunda Divisão da Juventus, clube de maior sucesso do país.

Portas fechadas
Nos últimos anos, muitos jogadores brasileiros, como Vágner Love, Daniel Carvalho e Dudu Cearense, apenas para citar os que jogam na seleção brasileira, se transferiram para o futebol russo. Mas esse novo mercado pode fechar as portas para os estrangeiros. Ao menos no que depender do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Ele saiu em defesa do técnico da seleção local, o holandês Guus Hiddink, que reclamou do excesso de estrangeiros no futebol do país. Putin disse que o técnico vem enfrentando dificuldades para formar uma seleção talentosa, exatamente, pela dificuldade de se revelar novos atletas.

Gilmar Agassi
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