Visita do presidente

Dirigentes da CBF estão empolgados com a visita do presidente da Fifa, Joseph Blatter, ao Brasil e, em particular, ao presidente Lula. Eles acreditam ser esse um claro indício de que a Copa de 2014, realmente, será no Brasil. Sinceramente, não acredito que o Brasil tenha condições de sediar um evento das dimensões de uma Copa do Mundo. Um exemplo claro da falta de estrutura foi o Mundial de Basquete Feminino realizado em somente duas cidades - São Paulo e Barueri - que apresentou problemas inaceitáveis, como goteiras nos ginásios e dificuldades para a torcida adquirir ingressos.

Outras prioridades

Nosso país, infelizmente, está muito atrás de outros da própria América Latina, em termos de estrutura e know-how para promover grandes eventos. Nossos desafetos argentinos são muito mais capacitados nesse sentido. Possuem grandes praças esportivas e teriam que fazer menos investimentos que o Brasil para sediar uma Copa do Mundo. Não estou defendendo a Copa na Argentina, apenas alertando sobre a necessidade de se investir quantias milionárias para trazer o Mundial ao Brasil. Acredito que seria mais prudente investir esses recursos em setores mais necessitados, como saúde, segurança e educação.

Estupidez do ano

A cabeçada que o francês Zidane deu no italiano Materazzi na final da Copa do Mundo da Alemanha ganhou o ''Prêmio Mundial de Estupidez''. A escolha do Oscar de asneiras é feita pelo público através de votação em um site norte-americano. A cabeçada do ex-jogador francês, que se aposentou após o Mundial, foi o momento vencedor.

Fim dos pênaltis

O título ganho pela Itália na final da Copa do Mundo sobre a França pode ter sido o último decidido através da cobrança de pênaltis. Isso no que depender do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Ele se demonstrou contrário à disputa de pênaltis na Copa do Mundo e vai tentar encontrar outros modelos de desempate já para as partidas do próximo torneio, em 2010, na África do Sul. Os pênaltis foram introduzidos na Copa do Mundo em 1982. As finais das edições de 1994 e 2006 foram decididas desta maneira. Segundo o cartola, esse sistema é uma ''tragédia''.

Novos tempos

Até a última temporada os jogadores brasileiros eram maioria no elenco do Real Madrid. Quase todos eram titulares e tinham grande peso nas atitudes dentro de campo. Com a chegada do técnico italiano Fábio Capello a situação mudou. Dos antigos, somente Roberto Carlos é titular. Cicinho passou por uma cirurgia e só volta ano que vem. Já Robinho e Ronaldo terão dificuldades para voltar ao time titular. O primeiro porque não agrada ao técnico, que prefere seu compatriota Cassano. Ronaldo enfrenta a concorrência do holandês van Nilsteroy, que está em grande fase e marca em todos os jogos. Somente o recém-chegado Emerson parece ter lugar cativo na equipe merengue.

Gilmar Agassi
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